O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta‑feira (10) estar satisfeito com a atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, após o magistrado suspender decisões que poderiam afastar Andrei Rodrigues da direção‑geral da Polícia Federal. Lula afirmou que Fachin agiu corretamente e que o processo deve ser encaminhado ao STF para que a Corte promova uma apuração, reforçando a necessidade de ordem institucional. A controvérsia surgiu quando o ministro André Mendonça havia decidido afastar Rodrigues da PF, decisão que foi revertida por Fachin na quarta (9). Na mesma ocasião, Fachin anulou outra decisão do ministro Flávio Dino, que determinava a recondução de Rodrigues ao cargo, mantendo‑o no comando da corporação. O presidente destacou ainda que o diretor‑geral da PF foi intimado a prestar informações no prazo de 48 horas, medida que, segundo ele, deveria ampliar a transparência dos processos. Lula utilizou a entrevista ao SBT para criticar o que chamou de vazamentos seletivos de informações e defendeu que todas as investigações sejam amplas e divulgadas integralmente, mesmo que isso implique revelar dados desconfortáveis. Reforçou que “todo mundo tem que ser investigado”, citando nomes como Alexandre de Moraes, André Mendonça e Edson Fachin, sem indicar que haja processos formais contra eles. O presidente também retomou a discussão sobre a reforma do Poder Judiciário, sugerindo a criação de mandatos limitados para ministros do STF, argumentando que ninguém deveria permanecer 40 anos no cargo. Apesar das declarações, a fonte não informou se a Polícia Federal cumpriu o prazo de 48 horas nem se há previsão de novas medidas por parte do STF. A ausência de respostas oficiais deixa aberta a questão sobre como será efetivada a suposta apuração ampla e quais impactos isso terá sobre a credibilidade das instituições.
Redação Jornal Voz do Litoral
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