O levantamento da consultoria Timelens revelou uma mudança significativa no debate digital sobre o Supremo Tribunal Federal após a liberação dos sigilos do caso Master. A percepção pública sobre a atuação do ministro André Mendonça registrou forte aumento de menções críticas nas redes sociais, concentrando o maior volume individual de citações entre os nomes monitorados durante o período analisado. Entre as 22h do dia 10 de setembro e as 16h do dia 11 de setembro, Mendonça somou 1,645 milhão de citações, atingindo 35% do total analisado pela plataforma. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro ocupou a segunda posição no volume de dados, registrando 1,247 milhão de menções, o equivalente a 26,5%. Na sequência, a associação entre o senador Flávio Bolsonaro e o filme Dark Horse acumulou 1,025 milhão de citações (21,8%), enquanto o ministro Alexandre de Moraes obteve 784 mil menções, representando 16,7% do volume total. A dinâmica do debate aponta um estreitamento rápido da diferença entre os polos em discussão. Nas 18 horas de monitoramento, o bloco composto por Moraes e Vorcaro registrou 1,97 milhão de menções e 58 milhões de interações. Em contrapartida, o grupo ligado a Flávio Bolsonaro e à produção do filme alcançou 845 mil menções e 29,7 milhões de interações. Antes da publicação dos arquivos sigilosos, a disparidade entre esses grupos chegava a 6,7 vezes, caindo para 2,33 vezes após o episódio. Em 18 horas, o conteúdo sobre o filme deixou a condição de tema secundário para responder por quase 43% do volume contabilizado para Moraes e Vorcaro. Segundo a análise técnica de Renato Dolci, cientista político e diretor da Timelens, o movimento evidencia como a disputa digital reorganiza os protagonistas do debate em curto intervalo de tempo. A análise conclui que a entrada de novos documentos altera o foco narrativo das redes, mantendo o ambiente digital sob rápida oscilação de temas e personagens sem resposta definitiva sobre os desdobramentos do caso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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