A menos de um mês das eleições presidenciais de 2026, o Consulado‑Geral do Brasil em Nova York transferiu a urna de Manhattan para uma instituição de ensino no Queens, aumentando a distância percorrida pelos eleitores. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 918,9 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior, dos quais cerca de 265 mil residem nos Estados Unidos, um salto de aproximadamente 45% em relação a 2022. Nova York concentra 39.026 eleitores, crescimento significativo frente aos 28 mil registrados na última eleição. O novo local fica a cerca de 16 quilômetros da sede consular, sem acesso direto ao metrô, o que acrescenta pelo menos meia hora ao trajeto dos eleitores. Amanda Lourenço, moradora da Pensilvânia, relata que antes precisava dirigir uma hora e meia para Manhattan; agora o percurso será ainda mais longo, o que a fez reconsiderar a participação. A mudança ocorre em meio ao endurecimento das operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nas áreas onde os eleitores se deslocam, gerando temor entre a comunidade. Enquanto o TSE aprovou a transferência de R$ 13,2 milhões para locação de imóveis no exterior e o Itamaraty adicionou 66 endereços, dos quais 14 nos EUA, a logística ainda deixa dúvidas sobre acessibilidade e segurança. Organizações de brasileiros no exterior já mobilizam o consulado para que a votação volte a Manhattan ou que seja oferecido transporte oficial, mas até o momento não há resposta oficial.
Redação Jornal Voz do Litoral
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