Dorival Júnior, técnico do São Paulo, reconheceu na coletiva pós-jogo que a equipe apresentou um primeiro tempo “irreconhecível”, marcado por nervosismo excessivo que comprometeu a criação, a posse de bola e a troca de passes, resultando em desempenho apagado contra o Boca Juniors na partida de ida das quartas de final da Copa Sul‑Americana, disputada no Morumbi em 15 de julho. O Tricolor empatou em 1 a 1, mas acabou eliminado com o placar agregado de 2 a 1 para os argentinos. No segundo tempo, o lateral Lozano abriu o placar para o Boca, enquanto o São Paulo só conseguiu empatar nos minutos finais com cabeça de Domingos Duarte. Um gol de Luciano foi anulado por impedimento duvidoso, reduzindo ainda mais as oportunidades de reação. Além da eliminação, a derrota afeta a perspectiva de vaga na próxima edição da Copa Libertadores, já que o Tricolor ocupa a 11ª posição no Campeonato Brasileiro, com 33 pontos. O próximo compromisso da equipe será no sábado, 19 de julho, às 19h (horário de Brasília), contra o Internacional, antes da pausa para a Data FIFA. Dorival afirmou que poderia ter substituído quatro ou cinco jogadores sem surpresa, mas optou por não fazê‑lo, mantendo a escalação que, segundo ele, não produziu a criação esperada. A coletiva deixou clara a insatisfação do treinador com a falta de produção ofensiva, porém não trouxe respostas concretas sobre as mudanças táticas que serão adotadas. A diretoria do clube ainda não se pronunciou oficialmente sobre a crítica do técnico nem explicou ao torcedor as medidas que pretende adotar para reverter o quadro. O que ainda falta é a definição de um plano de ação que restaure a identidade de jogo do São Paulo nas próximas partidas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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