OPINIÃO | Lula, Moraes e o risco de uma esquerda que não escuta o eleitor
Na política, a lealdade aos aliados pode fortalecer uma militância, mas também afastar uma parcela decisiva da sociedade. Ao transformar uma controvérsia institucional em disputa de torcida, o campo governista corre o risco de pagar um preço nas urnas.
O Brasil acompanha mais um capítulo de tensão envolvendo o Supremo Tribunal Federal. E, enquanto o debate sobre Alexandre de Moraes ganha contornos políticos, a reação de setores ligados ao PT levanta uma questão que vai além do próprio ministro: será que a esquerda está percebendo como suas atitudes são recebidas por quem está fora de sua bolha?
A discussão não é simplesmente sobre gostar ou não de Moraes. É sobre a capacidade de separar a defesa das instituições da defesa pessoal de seus integrantes.
Quando uma controvérsia envolvendo uma autoridade pública é recebida com comemoração por parte de seus apoiadores, o debate corre o risco de perder aquilo que deveria ser essencial: a disposição de examinar os fatos, cobrar esclarecimentos e exigir responsabilidade.
E é justamente aí que mora o perigo político.
O eleitor não vive dentro da bolha partidária
A militância tem seu papel na democracia. Pode defender governos, apoiar ministros, contestar decisões e se manifestar livremente. Mas existe uma diferença importante entre mobilizar os próprios apoiadores e conquistar a confiança de quem ainda não decidiu em quem acreditar.
O eleitor independente não nec
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp

