A presidente interina da Venezuela fará discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta semana.
Nos dias anteriores, a sessão contou com a presença de líderes de diferentes continentes. O presidente do Irã discursou, acusando os Estados Unidos e Israel de terrorismo e afirmando que o Irã não busca armas nucleares. O presidente argentino Javier Milei e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também falaram. No primeiro dia, o presidente brasileiro Lula e o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiram ao plenário, seguidos pelo secretário‑geral António Guterres, que reconheceu uma crise existencial no órgão. Lula, em indireto, declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”, enquanto Trump ameaçou o Irã e sugeriu a possibilidade de ação militar na América Latina.
Ainda na terça‑feira, a coalizão anticartéis “Escudo das Américas”, liderada pelos Estados Unidos, anunciou sanções contra o PPC, o CV e outros grupos rotulados como “narcoterroristas”. O discurso do presidente do Irã, citado anteriormente, reforçou a tensão ao classificar os EUA como terroristas. Milei e Zelensky, cujas intervenções foram breves, reiteraram posições alinhadas a suas agendas internas, sem responder às acusações mútuas entre Washington e Teerã.
A agenda da 81ª Assembleia Geral demonstra como o encontro serve de palco para confrontos diplomáticos e anúncios de políticas de segurança. Até o momento, o governo venezuelano não divulgou detalhes sobre o conteúdo do discurso da presidente interina, deixando em aberto quais reivindicações ou propostas serão apresentadas ao Conselho de Segurança e à Assembleia. A comunidade internacional aguarda respostas que possam influenciar as negociações em curso.
Redação Jornal Voz do Litoral
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