Uma mulher foi flagrada colocando lixo dentro de um bueiro em Caraguatatuba. O vídeo, enviado como denúncia à Prefeitura, mostra o descarte direto no ponto de escoamento da água da chuva, evidenciando um problema recorrente em diferentes regiões da cidade. Em resposta, a administração municipal lançou, na sexta‑feira (25), a operação “Caraguá Sempre Limpa”, mobilizando as secretarias de Urbanismo, Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e Serviços Públicos, com apoio da Guarda Civil Municipal.
O descarte irregular de resíduos pode obstruir galerias, valas, rios e canais, elevando o risco de alagamentos e provocando danos ambientais, atraindo animais e vetores que ameaçam a saúde pública. A legislação municipal prevê multa de até 550 VRMs, atualmente R$ 2.761, para quem descarta entulhos, móveis, restos de poda ou outros materiais em vias públicas, áreas verdes ou terrenos baldios. Segundo a Secretaria de Urbanismo, em julho foram registrados 24 autos de infração e 141 termos de orientação, enquanto as equipes atenderam 163 denúncias de descarte irregular. A cidade possui mais de 300 pontos de captação catalogados, e as equipes Bota‑Fora e Cata‑Treco recolheram mais de 24 mil toneladas de resíduos em 2026, entre móveis, entulhos e restos de poda.
A operação contou com a presença de representantes das secretarias citadas e da Guarda Civil Municipal, que fiscalizaram o descarte irregular, identificaram responsáveis e aplicaram as medidas previstas na legislação. Apesar da ação, a Prefeitura não divulgou metas de redução nem prazos para a solução definitiva do problema. Os quatro Ecopontos da cidade – localizados nos bairros Golfinhos, Tinga, Martim de Sá e Massaguaçu – continuam como única alternativa oficial para o descarte de pequenas quantidades de entulho, mas a demanda supera a capacidade desses pontos.
A iniciativa demonstra a preocupação municipal com o impacto ambiental e de saúde pública do descarte inadequado, porém deixa dúvidas sobre sua efetividade a longo prazo. Não há informações sobre monitoramento dos resultados da operação nem sobre planos para ampliar a rede de Ecopontos ou intensificar a fiscalização. A população ainda aguarda respostas claras sobre como a administração pretende reduzir os 300 pontos críticos de descarte e prevenir novos incidentes.
Redação Jornal Voz do Litoral
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