Polícia prende corretora acusada de golpe imobiliário em Caraguatatuba

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre um esquema de fraudes imobiliárias em Caraguatatuba, resultando no indiciamento e na prisão preventiva de uma corretora de imóveis. Conduzido pelo 1º Distrito Policial da cidade, o inquérito apontou que a investigada movimentou cerca de R$ 500 mil ao receber valores de pagamento como entrada por negociações que nunca eram finalizadas. A apuração policial identificou, até o momento, 13 vítimas no procedimento encerrado, revelando um padrão sistemático de golpe praticado no setor imobiliário local.

De acordo com os investigadores, o esquema funcionava com a apresentação de imóveis disponíveis para venda a potenciais compradores. Os interessados efetuavam o pagamento das arras, conhecidas popularmente como sinal, na expectativa de fechar o negócio. Contudo, as transações não se concretizavam. Em diversos casos analisados, os próprios proprietários dos imóveis não tinham ciência de que seus bens estavam sendo oferecidos no mercado ou sequer pretendiam vendê-los, o que evidenciou a intenção fraudulenta desde o início das tratativas.

A prisão preventiva da suspeita ocorreu no dia 15 de setembro, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Na ação policial, foram apreendidos dois celulares utilizados pela investigada. Além da detenção, a Justiça autorizou o sequestro patrimonial que determinou o bloqueio de 33 contas bancárias e o recolhimento de quatro veículos. Essas medidas atingiram contas e bens associados à corretora, a uma pessoa jurídica registrada em seu nome e a um terceiro beneficiário que recebia repasses das transações.

Ao final do inquérito principal, a mulher foi indiciada por nove crimes de estelionato e um crime de apropriação indébita. O processo foi formalmente encaminhado ao Poder Judiciário para o prosseguimento da persecução penal. Paralelamente, um segundo procedimento policial continua em andamento para apurar denúncias envolvendo outras três vítimas, além de verificação de registros que passam por análise técnico-jurídica pela equipe investigativa.

O 1º Distrito Policial de Caraguatatuba mantém o trabalho de apuração para identificar possíveis novas vítimas que ainda não formalizaram os registros de ocorrência. A Polícia Civil orienta que outros atingidos procurem a delegacia para registrar o fato. A responsabilidade criminal da corretora investigada será apurada no decorrer da instrução judicial, onde serão assegurados o contraditório e a ampla defesa previstos na legislação.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Ricardo Severino via WhatsApp

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