Veículos de imprensa pedem extensão da ordem judicial

CNN, MS NOW e Politico apresentaram, na noite de segunda‑feira (28), uma petição a um juiz federal dos Estados Unidos solicitando a prorrogação da ordem que restabeleceu temporariamente o acesso dos seus jornalistas à Casa Branca. Na petição, os veículos descrevem a proibição como um “ataque ilegal às liberdades mais fundamentais garantidas pela Primeira Emenda” e pedem que a medida seja mantida enquanto o caso não for resolvido.

A controvérsia tem origem na decisão da Casa Branca de desativar, no início do mês, as credenciais de imprensa dos três veículos, impedindo a entrada de seus repórteres nas dependências do Executivo. Em resposta, o juiz distrital Tim Kelly emitiu, na semana anterior, uma ordem de restrição temporária que obrigou o governo a reativar as credenciais. Kelly inicialmente rejeitou as alegações da Casa Branca de que preocupações de segurança nacional justificavam a medida e indicou que avaliaria provas adicionais que pudessem sustentar tal justificativa.

Na petição, os advogados dos meios de comunicação afirmam que as ações do governo são “retaliação” e que o objetivo é “punir e intimidar o jornalismo de que não gostam”. Eles citam ainda declarações do procurador‑geral Todd Blanche, feitas em coletiva no domingo, nas quais o risco à segurança nacional foi atribuído à “cobertura unilateral da mídia” por determinados veículos. A ordem de Kelly restaurou o acesso por duas semanas, e, na quinta‑feira, as credenciais confiscadas foram devolvidas aos jornalistas.

Até o momento, a Casa Branca não se manifestou sobre o pedido de extensão. O juiz ainda não definiu se concederá nova prorrogação, deixando em aberto o futuro da cobertura desses veículos nas dependências do Executivo.

Redação Jornal Voz do Litoral
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