O furacão Polo tocou a costa da Baja Califórnia Sur na madrugada de 28/29, chegando como categoria 3, com ventos sustentados de 185 km/h e rajadas de até 220 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.
Em Puerto San Carlos, a elevação do nível do mar rompeu trechos de uma barreira de areia antes da chegada, permitindo que a água avançasse pelas ruas. As previsões apontavam acumulados entre 150 e 250 milímetros de chuva na região central, com risco de inundações e deslizamentos. As autoridades abriram 169 abrigos temporários, com capacidade para mais de 33 mil pessoas, e mobilizaram quase 7 mil militares para atuar durante a passagem do ciclone. Aulas, atividades marítimas e acesso às praias foram suspensos, enquanto moradores reforçaram portas e janelas com tábuas e sacos de areia.
Além dos ventos, o ciclone deveria gerar chuvas torrenciais, inundações e deslizamentos na Baja Califórnia Sur, enquanto Sonora e Sinaloa também enfrentariam precipitações intensas. O NHC previa maré de tempestade capaz de provocar inundações costeiras significativas e ondas destrutivas. Após cruzar o estado, Polo deveria perder força e seguir para o Golfo da Califórnia, atingindo Sonora como furacão mais fraco ou tempestade tropical.
Até o momento, não há informações consolidadas sobre danos materiais ou perdas humanas. As autoridades ainda não divulgaram relatórios de destruição, deixando a população e os analistas sem dados claros sobre o impacto real da tempestade.
Redação Jornal Voz do Litoral
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