Candidatos criticam Celina Leão e acordo do BRB

Na terça‑feira (29), o debate eleitoral transmitido pela TV Globo reuniu Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB) e Paula Belmonte (PSDB). A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), ausente, foi alvo de críticas dos concorrentes.

Os candidatos usaram o espaço para apontar a ausência de Leão, vinculando‑a às suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master e ao acordo firmado com o Banco de Brasília (BRB). Grass apresentou documento oficial que, segundo ele, demonstra que, em 21 de setembro, R$ 120 milhões do Fundo de Saúde foram transferidos da conta do SUS no Banco do Brasil para o BRB, onde foram aplicados em CDB. Ele reforçou que a legislação determina que recursos do SUS devem ser aplicados apenas pelo Banco do Brasil ou Caixa.

Caputo, que participou após decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que incluiu o Novo nos debates por representação mínima no Congresso, denunciou a falta de explicação sobre o tamanho do “rombo” no BRB, argumentando que isso dificulta investimentos públicos. Em maio, o governo do DF fechou acordo com a União para destravar operação de crédito de até R$ 6,5 bilhões, destinada a cobrir o déficit do BRB. Grass também lembrou a prisão de Francisco Araújo, ex‑secretário de saúde, na Operação Falso Negativo, que investiga fraudes em testes de Covid‑19.

A transmissão ainda trouxe solidariedade a José Roberto Arruda, ex‑governador declarado inelegível pelo TSE por condenações de improbidade. Contudo, a reportagem não trouxe respostas oficiais da administração do DF sobre a magnitude da transferência ao BRB nem esclarecimentos sobre a aplicação dos recursos do SUS, deixando em aberto quem deve prestar contas ao eleitorado.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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