Debate destaca água e saúde no Pará

Na noite de terça‑feira, 29 de setembro, a TV Liberal – afiliada da TV Globo – realizou um debate entre os três candidatos ao governo do Pará: Hana Ghassan (MDB), Dr. Daniel Santos (Podemos) e Araceli Lemos (PSOL). O encontro, que antecede em menos de uma semana o primeiro turno das eleições, foi dividido em quatro blocos e incluiu perguntas livres entre os próprios concorrentes e questões previamente definidas. Os temas centrais giraram em torno de saúde pública, saneamento, segurança, corrupção, meio ambiente, cultura e infraestrutura.

Um dos focos mais acirrados foi a concessão dos serviços de água e esgoto a Águas do Pará, empresa que substituiu a antiga Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará). Daniel Santos questionou Hana Ghassan sobre o modelo adotado pelo governo estadual e criticou a transferência, defendendo a revisão do contrato. Araceli Lemos também se posicionou contra a concessão, afirmando que, se eleita, romperá o acordo, alegando inexistência de obrigação legal para privatizar o saneamento.

No campo da saúde, Araceli Lemos interrogou Daniel Santos sobre a rede pública de Ananindeua, citando problemas na maternidade Anita Gerosa e filas extensas para consultas, exames e cirurgias. Hana Ghassan respondeu que pretende acelerar atendimentos com a construção de novos hospitais e propôs um projeto de lei para monitorar a fila e impedir favorecimentos. Daniel Santos, por sua vez, prometeu ampliar a estrutura de saúde e afirmou que seu objetivo é resolver 70 % dos problemas existentes.

Apesar das críticas e das promessas, nenhum dos candidatos apresentou cronograma detalhado, fontes de financiamento ou mecanismos legais para a ruptura da concessão de água e esgoto. O debate deixou questões pendentes sobre a viabilidade das propostas e quem assumirá a responsabilidade de garantir a continuidade dos serviços essenciais. O eleitorado ainda aguarda respostas concretas antes da votação.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

Candidatos criticam Celina Leão e acordo do BRB

Bolsonaro tem direitos políticos suspensos