Eleição de 2026 eleva Senado ao centro da crise

Eleição de 2026 coloca o Senado como peça central da crise institucional. No domingo, 4 de outubro, 54 vagas para senadores e 513 para deputados serão decididas em todo o Brasil, sem segundo turno. O Senado renovará dois terços de seus 81 integrantes, reforçando seu papel de guardião do Supremo Tribunal Federal (STF) em meio a denúncias de ligações entre ministros da Corte e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, preso no escândalo do banco Master.

Candidatos alinhados ao presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) têm como principal alvo o ministro Alexandre de Moraes, propondo seu impeachment. A oposição já protocolou 109 pedidos, todos arquivados na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), que afirmou que “isso não é normal”. Alcolumbre também indicou que o senador Mendonça poderá ser alvo caso o processo contra Moraes avance. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, busca ampliar sua bancada, atualmente com 15 senadores, para disputar a presidência da Casa.

A pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro revelou que 45% dos eleitores desconhecem a possibilidade de votar em duas vagas para o Senado. Em 2018, muitos eleitores fizeram a chamada votação incompleta, escolhendo apenas um candidato; neste pleito, os dois votos devem ser distribuídos entre candidatos diferentes, sob pena de anulação do segundo voto. Além da disputa de impeachment, o Senado também decidirá sobre indicações presidenciais para tribunais superiores, agências reguladoras, Ministério Público e embaixadores, como demonstrado pela rejeição em abril ao nome de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF.

Na Câmara dos Deputados, a disputa por 513 cadeiras tem foco na manutenção da cláusula de barreira, que condiciona o acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita. Partidos buscam maximizar o número de votos, mesmo sem eleger deputados, para garantir recursos federais. O cenário eleitoral, marcado por incertezas sobre o futuro do STF e pela complexidade do voto duplo, eleva a importância das escolhas de 2026 para a governabilidade do próximo presidente e para a divisão do orçamento nacional.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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