O primeiro turno das eleições presidenciais será realizado em 4 de outubro de 2026, com possibilidade de segundo turno em 25 de outubro. Para os 918.876 brasileiros que residem fora do país – pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional – o voto continua obrigatório, seguindo a mesma regra aplicada aos eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos no território nacional.
Na última década o número de eleitores no exterior praticamente dobrou: de pouco mais de 354 mil em 2014, passou para 697 mil em 2022 e alcançou 918.876 em 2026. A maior concentração está nos Estados Unidos, que concentram 28,89% desses eleitores, seguidos por Portugal (14,67%) e Japão (9,62%). As seções eleitorais serão instaladas em 186 cidades estrangeiras, majoritariamente em consulados e embaixadas.
Para participar, o brasileiro deve ter domicílio eleitoral registrado na chamada Zona Eleitoral do Exterior, administrada pelo TRE‑DF. O registro não se limita à residência; é necessário que o título de eleitor esteja vinculado ao novo país. O prazo para regularizar a situação e demais pendências encerrou-se em 6 de maio. O horário de votação segue o fuso horário local de cada cidade, e quem estiver viajando no dia da votação não poderá usar as seções instaladas no exterior nem o voto em trânsito internacional.
O TRE‑DF já divulgou os locais das mesas receptoras, mas não detalhou quantas vagas cada seção terá nem como será garantida a segurança dos urnas em ambientes consulares. A ausência de informações sobre a logística de transporte dos votos e a falta de esclarecimentos sobre a assistência ao eleitor que enfrente dificuldades de registro permanecem sem resposta, deixando dúvidas sobre a efetividade do processo para milhões de brasileiros no exterior.
Redação Jornal Voz do Litoral
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