A Assembleia de Deus Ministério Madureira decidiu se afastar formalmente da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. A influente denominação religiosa, que possui um histórico prolongado de articulação política no cenário nacional e havia se aproximado da base do bolsonarismo em 2018, oficializou o rompimento ao fechar apoio à postulação do candidato Ronaldo Caiado para a disputa eleitoral.
A trajetória da igreja evangélica no meio político reflete uma relação antiga com disputas eleitorais e alianças estratégicas. A proximidade com o bolsonarismo consolidou-se há anos, quando a cúpula da instituição garantiu sustentação à candidatura presidencial vitoriosa naquele momento. A decisão de não apoiar Flávio Bolsonaro sinaliza uma divergência no bloco conservador e altera a dinâmica de alianças constituída na última década.
Durante as negociações recentes do processo eleitoral, a liderança do Ministério Madureira chegou a fazer acenos de aproximação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, os contatos pontuais não se desdobraram em um acordo oficial, resultando no anúncio de apoio à candidatura de Ronaldo Caiado. O nome escolhido pela denominação conta com cerca de 3% das intenções de voto nas sondagens eleitorais mais recentes.
A migração do suporte religioso para um candidato que registra patamar modesto nas pesquisas modifica os arranjos políticos da bancada evangélica e deixa interrogações sobre a capacidade de transferência de votos nesta disputa. O distanciamento em relação ao nome de Flávio Bolsonaro reconfigura o mapa de alianças do eleitorado evangélico e evidencia divisões na base conservadora no plano nacional.
Redação Jornal Voz do Litoral
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