Lula realizou, neste sábado (3), a última ação de campanha antes do primeiro turno, ao conduzir uma caminhada pela capital paulista. O evento acabou marcado por uma confusão entre militantes do Partido dos Trabalhadores e a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tentou intervir no percurso da marcha.
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE‑SP), divulgada na véspera, autorizou a realização da caminhada, mas estabeleceu que o ato não poderia obstruir a Avenida Paulista. Paralelamente, a corporação policial insistiu para que a organização mobilizasse seus caminhões na Rua Augusta, com o objetivo de liberar o tráfego na avenida principal.
Durante a marcha, o coordenador da campanha de Lula em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, manteve diálogo com os policiais em um momento de tensão crescente. Militantes protestaram contra a impossibilidade de iniciar o percurso e avançar na Rua Augusta sem a presença do presidente. Lula, ao falar ao público, criticou a atuação policial, afirmando que a Paulista não pode ser transformada em “palanque da extrema‑direita”. O público presente vaiou os agentes, enquanto candidatos de outros partidos também criticaram a ação da PM. Em nota, a Polícia Militar declarou que não houve impedimento ao percurso previsto.
A reportagem não recebeu esclarecimentos adicionais da Polícia Militar nem do comando da campanha sobre os motivos que levaram à disputa de rotas. A falta de posicionamento oficial deixa em aberto a responsabilidade pelos atritos ocorridos, bem como as consequências para futuras mobilizações eleitorais em São Paulo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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