PF prende três por corrupção em Porto de Moz

A Polícia Federal deteve três pessoas em flagrante no município de Porto de Moz, interior do Pará, neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições de 2026. A ação foi motivada por denúncia do Ministério Público Eleitoral, que suspeitava de prática de corrupção eleitoral. Durante a operação, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, materiais de divulgação de campanha e um caderno com anotações relacionadas à disputa. Os suspeitos e os objetos apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Porto de Moz para as providências legais.

Além do caso de Porto de Moz, a PF registrou duas outras ocorrências no interior do estado. Em Marabá, foram apreendidos materiais de campanha de um candidato suspeito de comprar votos ao abastecer veículos com combustível, supostamente autorizado por assinatura do chefe de gabinete de um político local. Não houve prisões nessa situação, mas um inquérito foi aberto para investigar a possível autorização de doação de combustível. Em outra ocorrência, a polícia atuou após denúncia de prática de boca de urna; foram encontrados materiais de propaganda eleitoral e R$ 106 em dinheiro, resultando na lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para a pessoa abordada.

Os materiais apreendidos em Porto de Moz e Marabá foram enviados às autoridades competentes, mas até o momento não há informações públicas sobre os desdobramentos das investigações ou sobre eventuais responsabilizações. O Ministério Público Eleitoral ainda não divulgou detalhes sobre o conteúdo do caderno apreendido nem sobre a origem do dinheiro encontrado. Da mesma forma, as autoridades de Marabá não esclareceram se a suposta autorização de doação de combustível será considerada crime eleitoral.

A falta de esclarecimentos oficiais deixa a população e os observadores políticos sem respostas sobre a extensão das práticas ilícitas investigadas. Enquanto as investigações seguem, permanece incerta a efetividade das medidas adotadas para coibir a compra de votos e a manipulação de propaganda nas eleições de 2026.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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