Na última segunda-feira (5) às 23h59, o Ministério da Fazenda encerrou o prazo para que apostadores retirassem voluntariamente os saldos acumulados nas casas de apostas online. A partir de terça-feira (6), os sites e aplicativos dessas plataformas foram obrigados a ficar indisponíveis, marcando o fim de uma fase de movimentação de recursos que ainda soma mais de um bilhão de reais.
Segundo nota oficial, o saldo total a ser devolvido chegou a R$ 1,325 bilhão, distribuído entre 26,5 milhões de usuários que ainda mantêm valores nas contas. Em relação à atualização anterior, houve recuo de R$ 5 milhões, passando de R$ 1,330 bilhão para o montante atual. O Ministério destacou ainda que 86,2 milhões de contas apresentam saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões, o que pode explicar a velocidade reduzida das retiradas.
Com o encerramento do período voluntário, o processo de restituição seguirá etapas definidas: nos dias 7 e 8 de outubro, as empresas de apostas deverão informar aos bancos os saldos não retirados, discriminados por CPF; entre 9 e 14 de outubro, as instituições bancárias efetuarão os pagamentos aos titulares; a partir de 14 de outubro, os valores que encontrarem impedimentos serão transferidos para a Caixa, que assumirá a responsabilidade de devolução.
A medida coloca em foco a capacidade dos bancos e da Caixa em lidar com um volume tão expressivo de reembolsos, bem como a transparência das casas de apostas quanto ao bloqueio de seus serviços. Até o momento, não há informações sobre eventuais recursos que possam ser retidos por questões judiciais ou técnicas, deixando os usuários aguardando a conclusão do processo.
Redação Jornal Voz do Litoral
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