Inmet alerta vermelho para temporais no Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, a partir desta sexta-feira (9), alerta vermelho de grande perigo para tempestade na Região Sul do Brasil, abrangendo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas superiores a 100 milímetros ao longo do dia, ventos acima de 100 km/h e granizo. O fenômeno resulta da atuação simultânea de diversos sistemas climáticos: uma frente fria avança sobre Santa Catarina e Paraná, puxando umidade do norte, enquanto uma área de baixa pressão intensifica a formação de instabilidades, gerando um ciclone extratropical que prolonga as precipitações intensas para o fim de semana.

Desde a última terça-feira (6), os temporais já provocaram ocorrências em pelo menos 17 municípios gaúchos, incluindo vendavais, granizo, ventos fortes, chuvas volumosas e inundações. Em Bagé (RS), 87 casas ficaram destelhadas por ventos que ultrapassaram 100 km/h. Uruguaiana (RS) registrou inundação do Rio Uruguai, obrigando mais de 80 pessoas a deixarem suas residências. Maçambará (RS) e Dilermando de Aguiar (RS) registraram ventos de 109 km/h e quase 105 km/h, respectivamente. Em Garruchos (RS), 100 milímetros de chuva caíram em apenas 12 horas; São Borja (RS) acumulou mais de 88 milímetros. Imagens mostraram telhado arrancado em Chapecó (SC) pela força dos ventos.

Para a mesma data, a Defesa Civil gaúcha emitiu três alertas vermelhos de risco de inundação: risco muito alto no Rio Uruguai em Itaqui, risco alto no mesmo rio em Uruguaiana e risco alto no Rio Jacuí em Dona Francisca. As regiões das Missões, Noroeste, Norte, Campanha, Centro, Sul e Costa Doce do RS devem enfrentar temporais isolados, principalmente pela manhã, com possibilidade de granizo e rajadas de vento forte. Até o momento, a Defesa Civil estima cerca de 11 mil pessoas afetadas, com 10 mil delas em Santa Maria (RS).

Apesar da detalhada previsão meteorológica e dos alertas emitidos, não há informações públicas sobre planos de resposta ou medidas de mitigação adotadas pelos municípios. A ausência de comunicação oficial deixa dúvidas sobre a proteção das comunidades vulneráveis, enquanto a população continua exposta a ventos devastadores e risco de inundações.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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