Defesa Civil investiga coloração do Rio Indaiá

A Defesa Civil de Ubatuba recebeu representantes da sociedade civil — Rede Vozes do Manguezal, Apa Marinha Litoral Norte/Fundação Florestal e Tamoio de Ubatuba — para discutir a alteração na coloração da água do Rio Indaiá. O encontro, realizado com moradores da comunidade da Barra Seca, buscou identificar causas e apresentar medidas de monitoramento da bacia.

Os participantes foram informados de um deslizamento de solo e rochas registrado em um trecho próximo ao morro da região do Sumidouro. O volume de chuvas registrado em setembro, próximo de 300 milímetros, foi citado como fator que pode ter mobilizado o material, transportando sedimentos para o leito do rio e alterando sua cor. Até o momento, a Defesa Civil não possui laudo conclusivo sobre a composição dos sedimentos nem sobre a qualidade da água.

A equipe destacou possíveis efeitos do acúmulo de sedimentos sobre a oxigenação da água, a fauna aquática, a vegetação das margens e, consequentemente, sobre a pesca, a produção de mariscos e o turismo local. Contudo, ressaltou que esses impactos não podem ser confirmados antes da conclusão dos estudos técnicos. O mapeamento da bacia hidrográfica revelou dificuldades de acesso a trechos críticos, limitando a identificação precisa da origem do deslizamento e de eventuais pontos de instabilidade.

A Defesa Civil está articulando apoio de órgãos técnicos competentes para realizar análises detalhadas que permitam esclarecer a situação. O diretor de Gestão, Alexandre Napoli, enfatizou que a avaliação deverá identificar a natureza do material presente na água e indicar a necessidade de medidas específicas. Enquanto o laudo não é divulgado, a comunidade permanece sem respostas definitivas sobre os riscos ambientais e socioeconômicos associados ao fenômeno.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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