A presidência do Supremo Tribunal Federal suspendeu, em 12 de setembro, o caso Master, mantendo André Mendonça como relator e impedindo o avanço dos pedidos da Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo presidente Luiz Edson Fachin, que determinou que o ministro André Mendonça enviasse à Presidência todos os processos ligados às investigações que apuram supostas fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro, coação, vazamento de dados sigilosos e o envolvimento de autoridades com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A suspensão ocorreu em meio a uma crise institucional no Supremo, desencadeada após Mendonça exigir da PF a elaboração de relatório sobre as conexões de Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Aliados de Moraes acusaram o relator do Master de direcionar as investigações, alegação que Mendonça nega. Desde a decisão de Fachin, a Polícia Federal tem mantido o ritmo das linhas de apuração dentro de suas atribuições, mas reconhece que novos pedidos dependem de aval da Justiça, permanecendo parados no Supremo.
Investigadores ouvidos pelo g1 afirmam que, apesar da continuidade das investigações, há representações como ofícios e solicitações que aguardam resposta. Em 25 de setembro, Fachin solicitou que a Procuradoria‑Geral da República se manifestasse sobre questões pendentes, incluindo revogações de prisões e sigilos de comunicações. Na última quarta‑feira (7), a defesa de Daniel Vorcaro esteve no gabinete do relator, reforçando o pedido de liberdade e recebendo a informação de que os processos estavam na Presidência. O gabinete de Mendonça teria encaminhado, há mais de duas semanas, um ofício requerendo a devolução dos autos para apreciação de pedidos urgentes, sem obter resposta até o momento.
A indefinição sobre os próximos desdobramentos persiste, pois não está claro se cabe a Fachin ou a Mendonça decidir sobre as demandas pendentes. Há expectativa de que, após as eleições, as investigações retomem o fluxo normal, mas, até então, a paralisação mantém os pedidos da PF em espera, deixando a sociedade sem respostas concretas sobre a continuidade das apurações.
Redação Jornal Voz do Litoral
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