O estado do Amazonas registrou 1.380 focos de queimadas nos primeiros dez dias de outubro de 2026, um aumento de 271% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 372 incidentes, segundo o Censipam. A maior parte dos incêndios ocorreu em áreas públicas, assentamentos federais e terras indígenas, e as investigações apontam para práticas criminosas em municípios do interior, como Itacoatiara e Careiro da Várzea.
Em Itacoatiara, autoridades ambientais identificaram oito suspeitos de provocar incêndios florestais em áreas rurais, incluindo o Lago do Canaçari e a região do Jacarezinho, onde o fogo consumiu 256,71 hectares. O Corpo de Bombeiros está atuando em 33 municípios do estado para conter as chamas.
A propagação dos focos de calor chegou a cidades como Parintins, que registrou 20 pontos de calor na quinta-feira, e Boa Vista do Ramos, onde o fogo atingiu lavouras, elevando o custo dos alimentos. A fumaça gerada pelos incêndios tem circulado por grande parte da região amazônica, comprometendo a qualidade do ar e provocando alerta de saúde para a população.
Especialistas alertam que a combinação de seca prolongada, desmatamento ilegal e atividades criminosas intensifica o risco de novos focos. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) reforça o monitoramento via satélite e recomenda que autoridades locais intensifiquem a fiscalização e a punição dos responsáveis.
O governo federal já anunciou a liberação de recursos emergenciais para apoio às equipes de combate e para a recuperação de áreas degradadas. Enquanto isso, a população é orientada a evitar a exposição prolongada à fumaça, especialmente grupos vulneráveis como crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias.
O cenário indica que o estado continuará sob vigilância intensiva nas próximas semanas, com a expectativa de que as condições climáticas e as ações de fiscalização determinem a evolução dos incêndios e seus impactos na saúde pública e na economia regional.
Redação Jornal Voz do Litoral
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