Na última sexta‑feira, 9 de agosto, duas aeronaves colidiram em intervalos de cerca de cinco horas, resultando em quatro mortes. O primeiro acidente ocorreu em Belo Horizonte, na Avenida Cristiano Machado, envolvendo um avião monomotor que partiu do aeroporto de Pampulha. O segundo acidente foi com um helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais, próximo ao aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço.
Os dados do Painel Sipaer do Cenipa apontam que Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos e 71 óbitos nos últimos dez anos. Desses, 13 ocorreram em Belo Horizonte, 11 em Pará de Minas e cinco em Uberaba. Os modelos mais envolvidos foram o IPAN (18 ocorrências), seguidos pelos ULAC (11) e R44 (10). As causas registradas incluem perda de controle em voo (33 casos), falha de motor (31) e excursão de pista (22).
No acidente de BH, o piloto, único a bordo, foi encontrado carbonizado após a aeronave atingir um galpão e um poste da rede elétrica que alimenta a estação de metrô. O helicóptero da Polícia Militar transportava três policiais, todos mortos, e a Força Aérea Brasileira enviou investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que concluíram a ação inicial na noite de domingo, 11 de agosto.
Até o momento, os dois incidentes ainda não foram incorporados ao histórico do Painel Sipaer, e a CNN Brasil aguarda resposta do Cenipa. A ausência de atualização levanta dúvidas sobre a rapidez da divulgação de novos acidentes e sobre as medidas de segurança adotadas para evitar novas tragédias aéreas no estado.
Redação Jornal Voz do Litoral
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