Jovem de 19 anos é morta baleada

A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte de Ana Clara Soares de Oliveira , de 19 anos, morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (12) em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. O principal suspeito é o ex-companheiro dela, Mateus Isaac Cardoso Silva , de 22 anos, conhecido como “Jacó”, que teria confessado o crime a familiares antes de fugir.

O caso ocorreu por volta da 0h30, em uma residência na rua Itu, no bairro Jardim Três Marias. Segundo o boletim de ocorrência, o casal estava temporariamente no imóvel de um amigo de Mateus. Durante a ausência do proprietário, os dois discutiram e o suspeito atirou no rosto da jovem , que morreu no sofá da sala.

Ao retornar à residência, o proprietário encontrou Mateus no portão. Segundo o registro policial, ele afirmou ter matado Ana Clara “sem querer” e pediu ajuda para se esconder.

Ao encontrar o corpo, o amigo recusou ajudá-lo e procurou a própria mãe para pedir socorro . A Polícia Militar foi acionada por volta da 1h, e equipes do Corpo de Bombeiros constataram a morte da jovem.

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Na fuga, Mateus teria levado uma motocicleta que pertencia ao amigo e estava estacionada em frente à casa com a chave na ignição.

Mensagens de texto e áudios enviados pelo suspeito à própria mãe também fazem parte dos elementos relatados à polícia. Segundo o boletim, ele admitiu ter atingido Ana Clara com um tiro e disse que pretendia permanecer foragido.

Família relata agressões e ameaças

Depoimentos colhidos pela Polícia Civil apontam um histórico de violência no relacionamento , com agressões físicas, ciúmes e comportamento controlador.

A tia de Ana Clara relatou que a jovem sofria agressões frequentes, inclusive episódios de enforcamento. A mãe do suspeito afirmou que costumava alertar a vítima sobre o comportamento agressivo do filho e relatou que, cerca de um mês antes do crime, ele teria aplicado um golpe conhecido como “mata-leão” na jovem.

Familiares também disseram que, aproximadamente duas semanas antes do assassinato, Mateus teria afirmado no bairro Laguna que havia comprado uma arma e que pretendia matar a ex-namorada por não aceitar o fim do relacionamento. Segundo os relatos, Ana Clara mudou de bairro por segurança.

O caso foi registrado como feminicídio consumado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra. Peritos do Instituto de Criminalística examinaram o local, e o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Le

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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