Infantino recebeu pagamento extra de R$ 8,6 milhões

Gianni Infantino, presidente da FIFA, recebeu um pagamento adicional de US$ 1,72 milhão – cerca de R$ 8,6 milhões na cotação de R$ 5,01 por dólar – relacionado à Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pela ESPN americana nesta terça‑feira (13), com base em documentos da entidade e da Receita Federal dos Estados Unidos (IRS). O valor foi pago em 2024 pela FWC2026, organização criada pela FIFA para administrar o Mundial, e não constou no relatório anual da FIFA daquele ano.

O estatuto da FIFA determina a divulgação pública dos pagamentos individuais feitos ao presidente, aos integrantes do Conselho e ao secretário‑geral. A falta de transparência sobre a remuneração pode representar violação desse estatuto, segundo a reportagem da ESPN, que se baseou em registros fiscais americanos.

A FIFA, ao ser procurada, rejeitou as acusações e negou que o pagamento constitua um segundo salário para Infantino. Em comunicado, a entidade afirmou que a remuneração anual do presidente e demais benefícios são definidos por um Subcomitê de Remuneração independente, auditados de forma independente e em conformidade com normas tributárias da Suíça, dos Estados Unidos e de outros países. A organização destacou ainda que está concentrada na reunião do Conselho da FIFA, marcada para quinta‑feira (15), para discutir medidas de desenvolvimento do futebol após a Copa, que qualificou como a mais bem‑sucedida da história.

O pagamento extra levanta dúvidas sobre o cumprimento do estatuto da FIFA e a efetiva transparência nas finanças da entidade. Enquanto a FIFA mantém que não houve violação, não há esclarecimentos adicionais de Infantino ou da organização sobre os critérios que geraram o valor adicional.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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