PEC da 6 X 1 tem votos suficientes

Proposta soma ao menos 49 apoios; PL liberou bancada e 3 senadores do partido, incluindo Flávio Bolsonaro, dizem que votarão a favor

Proposta soma ao menos 49 apoios; PL liberou bancada e 3 senadores do partido, incluindo Flávio Bolsonaro, dizem que votarão a favor

A PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala de 6 X 1 tem apoio suficiente para ser aprovada em 1º turno no Senado nesta 4ª feira (14.out.2026). Para a aprovação de uma PEC, o Regimento Interno exige voto favorável de ⅗ da Casa, o equivalente a pelo menos 49 senadores.

O Poder360 contatou cada um dos 81 senadores. Declararam voto favorável à proposta 49 congressistas. Outros 4 já se manifestaram a favor anteriormente, mas não declararam voto recentemente nem responderam à reportagem: Jorge Kajuru (PSB-GO), Fernando Dueire (MDB-PE), Irajá (PSD-TO) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Questionados, 3 congressistas não quiseram se pronunciar: Sergio Moro (PL-PR), Ivete da Silveira (MDB-SC) e Efraim Filho (PL-PB). As equipes de Eduardo Gomes (PL-TO) e Carlos Portinho (PL-RJ) declararam que os senadores aguardavam a posição da bancada.

O PL liberou os senadores na votação. Ao menos 3 integrantes do partido declararam voto favorável ao fim da escala, entre eles Magno Malta (PL-ES) e Izalci Lucas (PL-DF).

“ Vou votar sim à PEC do fim da escala 6 X 1, respeitando a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Mas não aceito que um tema tão sério seja tratado com oportunismo eleitoreiro ”, declarou Izalci ao Poder360 .

O 3º apoiador na sigla é o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em conversa com jornalistas, disse que a decisão considera a opinião dos trabalhadores consultados durante viagens de campanha.

O Poder360 antecipou que Flávio havia decidido votar a favor do tema como estratégia de redução de danos. A avaliação da campanha é que seria prejudicial se posicionar contra a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima e garante 1 dia a mais de folga. Em seu plano de governo, Flávio defende o que chama de “jornada flexível”, na qual o trabalhador negocia o horário de trabalho diretamente com o empregador.

PEC DEVE SER APROVADA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou a 1ª votação do texto para esta 4ª feira (14.out). Há articulação para analisar um requerimento de calendário especial.

Se a solicitação for aprovada, o Senado poderá votar

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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