Motoristas da empresa Transwolff anunciaram a retomada da greve a partir da meia‑noite desta quarta‑feira (21), alegando demissões por justa causa e a ausência de comprovação dos pagamentos ao INSS. Júnior Araújo, líder da categoria, recebeu comunicado de dispensa por telegrama na manhã do dia 20 e, diante da falta de respostas, decidiu suspender o retorno ao trabalho até que as reivindicações sejam discutidas.
A paralisação ocorre em um contexto de tensões acumuladas desde que a SPTrans assumiu a gestão da Transwolff em dezembro de 2025, após a prefeitura decretar a caducidade dos contratos. A empresa já estava sob investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil por suposta infiltração da facção criminosa PCC no sistema de transporte coletivo, com o ex‑presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, citado como proprietário da Transwolff nos autos.
A retomada da greve afeta 34 linhas do lote D10, que atendem mais de 267 mil passageiros na região Sul da cidade. O plano Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado para garantir a continuidade do serviço até a normalização das garagens. O advogado Emerson Rosa ressaltou que a paralisação persiste pela falta de esclarecimentos sobre os valores do INSS e as pendências do FGTS, enquanto a SPTrans e a Transwolff não responderam aos pedidos de posicionamento da imprensa.
Sem respostas concretas das empresas e da SPTrans, a greve deve permanecer nos primeiros minutos da madrugada de 21. A ausência de informações sobre as demissões e os pagamentos ao INSS deixa a categoria em estado de impasse, enquanto os usuários do transporte público aguardam a solução das demandas trabalhistas.
Redação Jornal Voz do Litoral
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