Na reta final do segundo turno da eleição presidencial de 2026, o vice‑presidente Geraldo Alckmin (PSB) passou a liderar a frente de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fora dos grandes palanques. Entre 19 e 11 de outubro, Alckmin reuniu 58 prefeitos, participou de atos em São Bernardo do Campo, na Casa do Povo em São Paulo e na Marcha pela Democracia na Avenida Paulista, buscando atrair eleitores de centro e empresários.
Alckmin, que ficou fora do primeiro turno, assume um papel distinto do presidente Lula, que concentra grandes atos no Nordeste e Sudeste e costuma dialogar com eleitores já alinhados. O vice‑presidente, ex‑governador de São Paulo por quatro mandatos e antigo adversário de Lula em 2006, reduz a distância entre o palanque e o público ao promover encontros mais íntimos com lideranças locais, incluindo prefeitos, empresários e representantes religiosos.
A estratégia, segundo aliados, visa formar uma frente ampla contra o que denominam “bolsonarismo”, ampliando a base de apoio ao centro‑direita paulista. Alckmin também tem se posicionado como interlocutor de grupos religiosos e de empresários, ao mesmo tempo em que a campanha cogita sinalizar que ele poderia assumir a pasta da Fazenda em uma eventual reeleição, tentativa de acalmar o mercado financeiro.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data de início de eventuais cargos ministeriais nem sobre metas específicas da agenda de Alckmin. A campanha ainda não divulgou indicadores de impacto da aproximação com o eleitorado de centro, deixando em aberto como essa movimentação influenciará o resultado final da disputa presidencial.
Redação Jornal Voz do Litoral
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