Na quarta‑feira, 21 de outubro, o Vaticano informou que o Papa Leão XIV não precisará de tratamento adicional após a cirurgia pulmonar realizada em 13 de outubro. A nota, assinada pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, afirma que o adenocarcinoma estava localizado e a remoção total foi suficiente.
O adenocarcinoma, tipo mais comum de câncer de pulmão, pode surgir em não fumantes, embora o cigarro seja a principal causa. Quando o tumor é detectado em estágio inicial e retirado integralmente, a cirurgia pode ser curativa. Dados da International Association for the Study of Lung Cancer (IASLC) apontam sobrevida em cinco anos de 90% a 92% nos estágios iniciais, caindo para 12%‑41% no estágio III.
No Brasil, um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) com dados do SUS mostra que 87% dos pacientes diagnosticados entre 2020 e 2025 estavam nos estágios III ou IV, e apenas cerca de 15% dos casos são operáveis no momento do diagnóstico. Após a remoção, o tecido é enviado ao patologista, que verifica margens livres de tumor, tamanho e presença de células nos linfonodos. Exames de imagem como PET‑CT são usados antes da operação para identificar linfonodos suspeitos, que podem ser removidos para confirmação. O cirurgião torácico Ricardo Terra, da USP, ressaltou que a retirada completa garante margem saudável ao redor do tumor, reduzindo risco de recidiva.
A divulgação não detalhou o estadiamento nem as mutações genéticas encontradas, deixando aberto o acompanhamento futuro do pontífice. Enquanto o Papa participou da primeira audiência semanal desde a cirurgia e percorreu a Praça de São Pedro de papamóvel, permanece sem resposta oficial sobre exames de controle ou necessidade de monitoramento prolongado.
Redação Jornal Voz do Litoral
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