Área do Porto de São Sebastião é pouso seguro para aves ameaçadas de extinção

Área do Porto de São Sebastião é pouso seguro para aves ameaçadas de extinção

Programa de monitoramento identificou a presença de 1.025 indivíduos de 35 espécies diferentes, três delas relacionadas em lista de risco

Área do Porto de São Sebastião é pouso seguro para aves ameaçadas de extinção

O encerramento da 22ª campanha de monitoramento de aves, conduzida por especialistas a serviço da Companhia Docas de São Sebastião, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), trouxe boas notícias para o meio ambiente local.

A principal delas é a de que, pelo menos, três espécies ameaçadas estão entre as 35 observadas na região do porto, sendo elas o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), o trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinaceae) e o papagaio-moleiro (Amazona farinosa). Todas integram a listas da Fauna Ameaçada de Extinção, do Ministério do Meio Ambiente e do Estado de São Paulo.

O monitoramento é feito por pesquisadores, com a utilização de barcos e binóculos, a cada dois meses, em oito pontos pré-determinados no entorno do porto. São dois horários de observação, no começo da manhã e no fim da tarde, sendo os horários de maior atividade das aves. “Tanto as espécies de trinta-réis quanto o papagaio-moleiro exigem condições ambientais boas para o seu desenvolvimento, seja por conta da oferta de alimentos, seja pela proteção contra caçadores e de seus sítios de reprodução. A presença deles é um indicador de qualidade”, afirma Isadora Bonello, Gerente da Companhia Docas de São Sebastião.

Espécies marinhas, o trinta-réis-de-bico-vermelho se alimenta exclusivamente de peixes, enquanto o trinta-réis-de-bando tem uma dieta mais variada que inclui pequenos animais vertebrados e invertebrados que dependem de águas não poluídas para sobreviver. Já o papagaio-moleiro é a maior espécie do grupo, podendo chegar a 40 cm e está ameaçado por ser um dos alvos preferidos do comércio ilegal.

O estudo em desenvolvimento mostrou, ainda, que o rigor ambiental nas atividades permite que a região abrigue espécies migratórias como o próprio trinta-réis-de-bico-vermelho, a garça-azul (Egretta caerulea) e o socó-dorminhoco (Nycticorax nycticorax). Endêmico na Mata Atlântica, o Chorozinho-de-asa-vermelha (Herpsilochmus rufimarginatus) também foi avistado na região.

No Plano de Monitoramento de Avifauna são feitas avaliações quantitativas (número de indivíduos observados para cada espécie) e qualitativas (quais as espécies avistadas). “A observação contínua permite que se possa verificar ao longo do tempo se o número de indivíduos e as espécies de aves estão variando, e quais os impactos dessas variações. Esse acompanhamento é importante para avaliar os efeitos da operação portuária”, acrescenta a Isadora, que acompanha o monitoramento.

As observações feitas nas campanhas estão abastecendo o Inventário da Avifauna na Área de Influência do Porto Público de São Sebastião. A pesquisa contempla informações e fotos das espécies observadas, bem como hábitos alimentares e migratórios, grau de ameaça etc.

Sobre o Porto

Área do Porto de São Sebastião é pouso seguro para aves ameaçadas de extinção

O Porto de São Sebastião é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião, empresa vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). É uma delegação federal ao Governo do Estado de São Paulo, sendo, portanto, um porto público. Tem uma configuração natural que o coloca como a terceira melhor região portuária do mundo.

Os principais produtos de importação são: barrilha, sulfato de sódio, malte, cevada, trigo, produtos siderúrgicos, máquinas e equipamentos, bobinas de fio de aço e cargas gerais. Exportação: veículos, peças, máquinas e equipamentos, vitualhas, produtos siderúrgicos e cargas gerais.

Fonte: SCGESP

Redação

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