Balsa FB28 perdeu um dos motores durante travessia, ficou rodando em círculo e chegou em São Sebastião após grande esforço do comandante

Moradores e turistas que contam com o sistema de balsas entre Ilhabela e São Sebastião passaram por um perrengue nesta sexta‑feira (27/3). A balsa que opera na travessia de Ilhabela rumo a São Sebastião levou cerca de 40 minutos para atravessar um trecho que costuma ser feito em muito menos tempo, segundo relatos de quem estava a bordo.
A situação começou quando o barco perdeu um dos seus motores ainda na área de manobra, enquanto aguardava a passagem de um navio na região. Com apenas um motor de propulsão, a embarcação passou a rodar em círculos, sem conseguiu manobrar de forma eficiente, o que atrasou a partida e deixou os passageiros em uma situação de tensão durante o trajeto.
A embarcação envolvida, a Balsa FB28, não é novidade quando o assunto é problema mecânico. Tempos atrás já havia registrado panes e interrupções de operação, o que reforça a preocupação de quem depende do serviço diariamente. Mesmo assim, o comandante conseguiu, com boa proeza e habilidade, manter o controle do barco e conduzir a travessia até São Sebastião sem acidentes, com todos os passageiros chegando ao destino, embora com raiva e cansaço.
Para muitos moradores e turistas, o episódio reacende a discussão: valeu a pena a privatização do sistema de balsas entre Ilhabela e São Sebastião? Vivem da dependência de um serviço público essencial, mas que vem sendo percebido como falho e ineficiente, com consequências diretas no dia a dia, principalmente de quem precisa atravessar para trabalhar, estudar ou buscar serviços de saúde.
Agora, a pergunta fica no ar: até quando a população de Ilhabela e dos visitantes seguirá sujeita a um sistema de transporte marítimo marcado por problemas técnicos, atrasos e ausência de garantias de continuidade? Comente aqui sua opinião.

