
O café é parte do dia a dia de milhões de brasileiros, seja para começar a manhã com mais energia, seja para enfrentar a rotina de trabalho. No entanto, quando o assunto é sono, ele pode ser um verdadeiro inimigo silencioso.
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A cafeína, presente no café e em outras bebidas estimulantes, é uma substância que atua diretamente no sistema nervoso central, bloqueando a ação da adenosina — neurotransmissor responsável por induzir a sensação de sonolência. O resultado é um estado de alerta que pode durar de seis a oito horas após a ingestão.
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Muitas pessoas afirmam que conseguem tomar café à noite e ainda assim adormecer logo em seguida. O que elas não percebem é que, mesmo dormindo, a presença da cafeína no organismo altera as fases do sono, em especial o sono profundo e o sono REM, fundamentais para a consolidação da memória, equilíbrio hormonal e reparo físico. Isso significa que o corpo até “desliga”, mas não se recupera plenamente.
A longo prazo, o hábito pode resultar em fadiga, queda na performance cognitiva, aumento do estresse e até maior risco de distúrbios do sono, como a insônia.
O ideal é que o consumo de café seja feito, preferencialmente, até o início da tarde, evitando a ingestão em horários próximos ao descanso noturno. Para quem é mais sensível à cafeína, reduzir a quantidade ou optar por versões descafeinadas pode ser uma alternativa interessante.
Em resumo, quando o assunto é qualidade de sono, vale lembrar: não é só dormir que importa, mas dormir bem — e o café, mesmo de forma discreta, pode atrapalhar esse processo.
(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida
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