Ibovespa fecha semana abaixo de 178 mil pontos sem alívio em preocupações com guerra no Irã

<!–>

–><!–>–>Tilt
<!–>

Ibovespa fecha semana abaixo de 178 mil pontos sem alívio em preocupações com guerra no Irã

–>

–><!–>

–>

Por Paula Arend Laier

<!–>

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação do começo do pregão, com a cautela prevalecendo antes do fim de semana, diante da tensão e incertezas persistentes com o conflito ​no Oriente Médio.

–>

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, ​a 177.653,31 pontos, após marcar 180.995,79 na máxima e 177.321,97 na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 0,95%.

<!–>

–>

–>

<!–>

–>

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$29,48 bilhões.

<!–>
–>

Os preços do petróleo chegaram a recuar no começo da sessão, mas mudaram de sinal, com o barril sob o contrato Brent encerrando o ​dia com acréscimo de 2,67%, a US$103,14.

<!–>

Notícias ⁠de navios navegando no Estreito ​de Ormuz, assim como a flexibilização de sanções ao petróleo russo pelos EUA, corroboraram o alívio inicial, ⁠mas o movimento arrefeceu uma vez que segue o temor com a duração ​do conflito.

–>

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começou há cerca de duas semanas, tem sustentado a disparada dos preços do petróleo e afetado as perspectivas para a inflação e para as taxas de juros ‌no mundo.

<!–>

Estrategistas do Citi destacaram que o conflito ainda está ‌em uma fase em que ​a “incerteza e a volatilidade implícita são extremamente elevadas”.

–>

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário brasileiro, recuou 0,61%, enquanto o dólar voltou a se valorizar ante outras moedas, incluindo o real.

<!–>

Continua após a publicidade

–>

De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, o mercado acionário ‌brasileiro se ressente, embora com menos intensidade do que antes, do ambiente avesso a risco nos mercados globais.

<!–>

Mas, acrescentou, há ingredientes adicionais, como o IPCA de fevereiro, divulgado na véspera, e o anúncio de aumento de preços de combustíveis pela Petrobras, que trazem um ambiente mais restritivo para a decisão do Banco Central na semana que vem.

–>

“Vejo que o movimento afeta não somente as expectativas para a reunião da próxima semana, mas também em relação à duração e intensidade dos cortes de juros, pressionando taxas de desconto que refletem na bolsa local”, afirmou.

<!–>

A poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a curva futura de juros ainda precifica um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas passou a embutir chance, embora minoritária, ‌de manutenção da Selic em 15%.

–>

No comunicado da sua última reunião de política monetária, no final de janeiro, a autarquia havia indicado o início em março de um ciclo de corte na taxa básica de juros.

<!–>

O último pregão da semana ​ainda teve no radar uma série de balanços e a notícia de que os EUA abriram investigações de práticas comerciais desleais relacionadas a trabalho forçado contra dezenas de países, incluindo o Brasil.

–><!–>

–>

Continua após a publicidade

<!–>

DESTAQUES

–>

– PETROBRAS PN recuou 0,73%, ‌com investidores contrabalançando o movimento do petróleo e medidas anunciadas na véspera pelo governo brasileiro para reduzir impactos da guerra no Irã nos preços do óleo diesel no país, incluindo imposto sobre a exportação de petróleo. A estatal também anunciou nesta sexta-feira aumento do preço ‌do diesel a partir de sábado.

<!–>

– ITAÚ UNIBANCO PN ‌cedeu 0,68%, com o setor como um todo abandonando a tentativa de recuperação registrada mais cedo após fortes perdas na véspera. BRADESCO PN caiu 2,06%, BANCO DO BRASIL ON recuou 1,73% e SANTANDER BRASIL ⁠UNIT fechou em queda de 1,18%.

–>

– VALE ON perdeu 1,19%, tendo no radar o movimento dos futuros do minério de ferro na Ásia, com performance negativa do contrato de referência em Cingapura nesta sexta-feira.

<!–>

– MAGAZINE LUIZA ON cedeu 0,64%, sucumbindo ao movimento de cautela no pregão, após disparar quase 10% na máxima do dia, mesmo após reportar queda de 10,5% no lucro líquido ajustado de quarto trimestre. A receita líquida cresceu 3,4% no período. Executivos ​do Magalu afirmaram nesta sexta-feira que a ​companhia está focada em ampliar e retomar a abertura de lojas a partir de 2026.

–>

– HYPERA ON subiu 0,37%, também reduzindo o fôlego das máximas da sessão, após mostrar na véspera lucro nas operações continuadas de cerca de R$450 milhões no quarto trimestre e alta de 48% na receita líquida. O presidente da farmacêutica estimou em teleconferência uma aceleração grande de vendas nos próximos meses, com a queda de patentes de medicamentos que incluem a semaglutida.

<!–>

Continua após a publicidade

–>

– CSN ON caiu 6,27%, ainda sob efeito das preocupações de agentes financeiros com endividamento da companhia. No setor, USIMINAS PNA caiu 0,93% e GERDAU PN encerrou a sessão com declínio de 1,66%.

<!–>

– RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, ⁠desabou 9,76%, após reportar prejuízo de R$231 milhões no quarto trimestre. A empresa divulgou projeções para 2026, incluindo receita líquida consolidada entre R$12,5 bilhões e R$14 ​bilhões. Executivos afirmaram que a companhia segue focada em reduzir a dívida em 2026.

–><!–>

–><!–>

Deixe seu comentário

–>

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

<!–>

–>

–>

São Sebastião sediará Corrida de Aniversário com 1.100 atletas

Pequim impulsiona IA e bancos chineses elevam crédito para setor de tecnologia