Saiba mais sobre as obras de desassoreamento em Ilhabela e a paralisação determinada pela Justiça por falta de anuência da Cetesb.

ILHABELA ENFRENTA POLÊMICA POR OBRAS DE DESASSOREAMENTO EM CÓRREGO AMBIENTAL

Uma disputa legal em torno das obras de desassoreamento do córrego da Água Branca, em Ilhabela, levantou suspeitas de irregularidades e superfaturamento. Orçada em cerca de R$ 13 milhões, a obra foi denunciada ao Ministério Público (MP) por ter sido realizada por meio de dispensa de licitação.

De acordo com o MP, a Justiça determinou a paralisação da obra por falta de anuência da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aos serviços ambientais. O pedido de paralisação foi feito pelo próprio Ministério Público.

“A razão da paralisação é a ausência de anuência da Cetesb. Agora estamos cobrando que o município realize a obra, que de fato é necessária, porém de forma regular”, informou o MP.

O córrego faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Litoral Norte, o que torna ainda mais delicada a situação da obra. Segundo o MP, o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) tratou da questão exclusivamente sob o prisma ambiental.

Os denunciantes alegam que a dispensa de licitação só poderia ter sido realizada em caso de calamidade pública, decretada no município em 19 de fevereiro de 2023, devido às fortes chuvas que atingiram o Litoral Norte. No entanto, afirmam que Ilhabela foi menos atingida do que São Sebastião e que, inclusive, manteve a realização do carnaval na época.

“Eventual irregularidade na licitação é matéria de competência da Promotoria de Justiça de Ilhabela, que também foi provocada”, informou o MP.

Em nota, a Prefeitura de Ilhabela disse que obteve as autorizações necessárias para fazer a obra, mas que não firmou a contratação com a empresa. “A Prefeitura de Ilhabela informa que, mesmo obtendo todas as autorizações necessárias para executar a obra, a contratação não foi firmada”, explicou a administração.

Os denunciantes sugeriram ao MP a abertura de um inquérito civil público para investigar as possíveis irregularidades no processo da obra. O caso segue sendo acompanhado pela Justiça e pelo Ministério Público.

Fonte: Mar Sem Fim | Imagem: Redes Sociais

Ricardo Severino

Ricardo Severino
+30 anos de Experiencia em Comunicação
Profissão: Radialista, Jornalista e Especialista em Estratégias e Analíticos
Formação: Especialização em Estratégias e Analíticos pelo Recode (Google)

Ricardo Severino é um profissional experiente nas áreas de radiodifusão, jornalismo e análise de dados estratégicos. Formado pelo programa de especialização do Recode, instituição apoiada pelo Google, ele possui amplo conhecimento em estratégias e análise de dados aplicados a diversos setores.

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