
O presidente Lula decidiu antecipar a recondução de Paulo Gonet para a chefia da Procuradoria-Geral da República (PGR) como uma resposta à decisão do governo Trump de revogar o visto do procurador.
Lula, segundo ministros do Palácio do Planalto ouvidos pela coluna, foi informado oficialmente na terça-feira (26/8) que o visto de Gonet havia sido cancelado, assim como o do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
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Em um gesto de desagravo a Gonet, Lula, então, convocou o procurador para uma reunião na manhã desta quarta-feira (27/8), quando assinou a recondução dele por mais dois anos.
Lewandowski e o ministro Jorge Messias (AGU) também participaram. No dia anterior, o presidente já havia feito um desagravo ao ministro da Justiça, chamando de “inaceitável” a suspensão do visto dele pelos EUA.
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Mandato de Gonet só acabava no final de 2025
Gonet foi inicialmente indicado por Lula para a PGR em novembro de 2023. O Senado aprovou a indicação em 13 de dezembro daquele ano. Com isso, seu atual mandato do procurador iria até o final de 2025.
A decisão de Lula de reconduzir Gonet ocorreu também dias antes do julgamento de Jair Bolsonaro na Primeira Turma do STF, no âmbito do inquérito do golpe, marcado para iniciar na terça-feira (2/9).