
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse à coluna ter informado ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que o governo enviará projetos para regulamentar as big techs.
A informação foi passada pela chefe da articulação política do governo durante reunião com Motta e o presidente Lula no Palácio da Alvorada, residência oficial do petista, na noite da terça-feira (12/8).
4 imagensFechar modal.1 de 4Gil Ferreira/SRI2 de 4Hugo Barreto/Metrópoles3 de 4Gil Ferreira/SRI4 de 4VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
À coluna, Gleisi contou ter informado a Motta que o governo vai enviar dois projetos sobre o tema. “Eu disse ao Hugo que o governo estava enviando dois projetos para lá”, afirmou a ministra.
Ainda segundo a ministra das Relações Institucionais, Motta teria recebido “bem” a noticia, uma vez que a Câmara dos Deputados pretende debater a erotização e exploração de crianças e adolescentes na internet.
Leia também
Igor Gadelha
Governo prepara novo discurso para emplacar PL da regulação das redes
Igor Gadelha
Deputados vão convidar Felca para sessão no plenário da Câmara
Igor Gadelha
Felca une petistas e bolsonaristas
Igor Gadelha
Em conversa com Motta, Lula critica Trump e faz apelo; leia bastidores
Detalhes dos projetos
Gleisi se reuniu com Lula e com os ministros Sidônio Palmeira (Secom), Ricardo Lewandowski (Justiça) e Jorge Messias (AGU) para tratar dos detalhes finais dos projetos.
De acordo com a ministra das Relações Institucionais, a proposta ainda deve passar por alguns ajustes e só deve ser enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional na semana que vem.
O PL das Redes
Como a coluna noticiou, o Ministério da Justiça tinha enviado ao Palácio do Planalto, há cerca de dois meses, uma proposta sobre a regulação das redes sociais.
O projeto estava na Casa Civil e só foi para a mesa de Lula na quarta, após um vídeo do digital influencer Felca sobre a “adultização de crianças” viralizar nas redes sociais.
Para conseguir emplacar o projeto, o Planalto quer passar a ideia de que a proposta vai funcionar como uma espécie de “código de defesa do consumidor” na internet, permitindo fiscalizar e proteger crianças e adolescentes.
Fonte: link original