
Alimentos como ovo, leite e amendoim estão entre os principais responsáveis por causar alergia alimentar, uma condição que surge devido a uma reação exagerada do sistema imunológico a uma proteína específica presente em um alimento.
Os sintomas de alergia alimentar podem surgir dentro de poucos minutos a horas ou dias após o contato com o alimento, incluindo urticária, inchaço nas pálpebras, lábios ou rosto, coriza, espirros e sensação de “aperto” na garganta, por exemplo.
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Na presença de sintomas de alergia alimentar, é recomendado consultar o alergologista, clínico geral ou pediatra. Assim, o médico indicará o tratamento adequado, que geralmente envolve a exclusão do alimento causador da alergia da dieta e o uso de medicamentos.
Os principais alimentos que podem causar alergia alimentar são:
O amendoim é uma das alergias alimentares mais frequentes em crianças e adultos, e que geralmente dura a vida toda, onde apenas algumas pessoas desenvolvem uma tolerância natural.
As reações alérgicas surgem rapidamente e geralmente entre alguns minutos a duas horas após a ingestão do amendoim, causando coceira e manchas vermelhas na pele, vômitos e diarreia, chiado no peito e dificuldade para respirar.
O tratamento é feito com a eliminação do amendoim e todos os produtos que o contêm da dieta, sendo importante ler os rótulos dos alimentos para identificar a sua presença. Além disso, existem remédios, como o omalizumabe, que podem ser indicados para induzir a dessensibilização, aumentando a tolerância e protegendo contra exposições acidentais.
Instituições, como a Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia, recomendam a introdução de alimentos com amendoim (em formas seguras para a idade, como pasta diluída) por volta dos 6 meses para bebês de alto risco. Esta medida pode reduzir o desenvolvimento da alergia.
Os frutos do mar, como os crustáceos como camarão, caranguejo e lagosta, e os moluscos, como mexilhões, ostras e vieiras, são alimentos que podem causar alergia.
A alergia a frutos do mar é uma resposta imunológica exagerada a proteínas específicas presentes nestes animais, como a tropomiosina, sendo uma das nove alergias alimentares mais comuns.
Os sintomas de alergia a frutos do mar ocorrem entre alguns minutos a duas horas após a exposição ao alimento.
O tratamento dessa alergia é excluindo totalmente os frutos do mar da dieta e evitar todos os produtos que contêm crustáceos e peixes. Em casos de ingestão acidental, o médico poderá administrar injeção de adrenalina.
O leite de vaca e os derivados, como queijos, iogurte e manteiga, podem causar alergias especialmente em lactentes e crianças pequenas.
Este tipo de alergia acontece quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a proteínas específicas do leite, como a caseína, a alfa-lactoalbumina e a beta-lactoglobulina.
Os sintomas podem surgir após poucos minutos a no máximo até 2 horas ou até dias após a ingestão ou o contato da pele.
Os principais sintomas incluem urticária, inchaço, vômitos imediatos, chiado no peito e, em casos graves, anafilaxia, presença de sangue e muco nas fezes, vômitos intensos, dermatite atópica, inflamação no esôfago e dificuldade para engolir.
O tratamento é feito com a exclusão do leite e derivados da dieta. No caso dos bebês, o aleitamento materno deve ser mantido, mas a mãe pode precisar excluir o leite de sua própria dieta se o bebê apresentar sintomas via leite materno.
Quando o aleitamento não é possível, o pediatra pode recomendar o uso de fórmulas infantis hidrolisadas ou fórmulas de aminoácidos. Em muitas crianças, esse tipo de alergia pode ser revertida até a adolescência.
As oleaginosas mais comuns que causam alergia alimentar são: noz, amêndoa, avelã, castanha-do-pará, castanha-de-caju, pistache e noz-pecã. Entre os sintomas que podem surgir incluem urticária, inchaço, vômitos, dor abdominal, chiado no peito e dificuldade respiratória.
Para evitar a crise alérgica, deve-se suspender o consumo desses frutos secos, de produtos que os contenham ou de seus derivados, como leite de amêndoas, cremes, óleos, pastas e manteigas.
Pessoas com histórico de anafilaxia, devem ter sempre uma injeção de adrenalina.
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Ovo é um dos alimentos mais comuns responsáveis por causar alergia alimentar na infância. Esse tipo de alergia acontece quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a proteínas específicas, principalmente as encontradas na clara do ovo, como a ovomucoide e a ovoalbumina, a ovotransferrina e a lisozima
Entretanto, a maioria das crianças tende a superar a alergia ao ovo naturalmente até a adolescência. Para reduzir as chances de desenvolvimento da alergia, as diretrizes atuais recomendam a introdução do ovo cozido a partir dos 6 meses para bebês.
O tratamento dessa alergia é feito evitando-se o consumo desse alimento e de outros produtos que contenham o ovo. Saiba como é feito o tratamento da alergia ao ovo.
A ingestão de ovo também é sugerida para crianças acima de 4 anos com alergia persistente para aumentar a tolerância a esse alimento. Além disso, o uso do medicamento omalizumabe também pode ser indicado pelo médico.
A alergia ao trigo é causada por uma resposta exagerada do sistema imunológico às proteínas presentes nesse grão. No entanto, a maioria das crianças desenvolve uma tolerância naturalmente até a idade escolar.
Os sintomas de alergia ao trigo podem surgir rapidamente, de minutos a duas horas após a ingestão, mas também podem aparecer após horas ou dias ou ainda surgir após a prática de exercícios físicos algumas horas após ingerir o trigo.
Para evitar os sintomas dessa alergia, deve-se retirar totalmente o trigo da dieta e todos os alimentos que têm trigo em sua composição.
O peixe causa alergia alimentar em algumas pessoas, devido a uma reação exagerada do sistema imunológico a proteínas como parvalbumina, enolase e a aldolase.
Ter alergia ao peixe não significa que a pessoa também terá alergia a frutos do mar.
Para evitar as crises de alergia alimentar, é indicado retirar estes alimentos da dieta.
A soja é um alimento que causa alergia, sendo responsável pela grande maioria das reações alérgicas em crianças e adultos.
Os sintomas de alergia à soja podem surgir entre minutos a horas depois da ingestão desse alimento, podendo causar urticária, inchaço, vômitos, palidez, letargia ou sangue nas fezes.
O tratamento deve ser feito excluindo-se a soja da dieta. Entretanto, a maioria das pessoas com alergia à soja tolera o óleo de soja altamente refinado e a lecitina de soja. Isso porque esses processos de extração retiram quase toda a proteína alergênica da soja.
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