Saúde: Ozonioterapia: o que é, para que serve (como funciona)

Ozonioterapia: o que é, para que serve (como funciona)

A ozonioterapia é a aplicação de uma mistura de ozônio e oxigênio em diferentes partes do corpo, para estimular a oxigenação dos tecidos, fortalecer o sistema imunológico e/ou eliminar microrganismos que podem causar infecções.

De acordo com a ANVISA, a ozonioterapia pode ser utilizada no tratamento de doenças dentárias e como complemento em procedimentos estéticos, ajudando na cicatrização de tecidos, no controle de inflamações e na higienização da pele.

A ozonioterapia pode ser aplicada de forma tópica ou injetável, sempre por médicos ou cirurgiões-dentistas capacitados, utilizando equipamentos regulamentados e respeitando as indicações da ANVISA e do respectivo conselho profissional.

Segundo a ANVISA, a ozonioterapia pode ser indicada para:

Tratar cáries e infecções bucais em procedimentos odontológicos;

Controlar inflamações gengivais e periodontais;

Desinfectar canais em tratamentos de endodontia;

Auxiliar na cicatrização após cirurgias odontológicas;

Higienizar a pele em procedimentos estéticos.

Além disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autoriza a ozonioterapia como tratamento complementar em condições específicas, como feridas crônicas, incluindo úlceras de pé diabético, úlceras venosas e arteriais, e feridas infecciosas.

A ozonioterapia também serve como terapia auxiliar para osteoartrite de joelho e para dor lombar causada por hérnia de disco, reduzindo dor e melhorando a mobilidade.

O aparelho de ozonioterapia é um equipamento médico utilizado para produzir uma mistura controlada de oxigênio e ozônio, que permite gerar o ozônio em concentrações seguras.

O uso do aparelho de ozonioterapia deve ser feito exclusivamente por profissionais de saúde habilitados, conforme a área de atuação e as normas dos conselhos profissionais.

Para tratamentos médicos, é de responsabilidade dos médicos, conforme as autorizações do Conselho Federal de Medicina (CFM). Já na odontologia, o equipamento pode ser utilizado por cirurgiões-dentistas, respeitando as indicações permitidas pela ANVISA e pelo respectivo conselho profissional.

A ozonioterapia apresenta possíveis benefícios no tratamento de asma, bronquite, DPOC, esclerose múltipla, HIV, câncer, distúrbio da articulação temporomandibular e complicações da diabetes, por exemplo.

No entanto, a ozonioterapia ainda não é aprovada pela ANVISA com estas indicações, por não existirem evidências científicas robustas que comprovem os seus benefícios.

Além disso, a ozonioterapia não é recomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como forma de tratamento, sendo considerado um procedimento complementar, ou seja, que pode ser usado como apoio em situações específicas.

A ozonioterapia utiliza uma mistura de oxigênio e ozônio produzida por equipamento especializado, que é aplicada das seguintes formas:

Neste método, o ozônio é aplicado diretamente sobre a pele ou feridas, seja em forma de gás, óleo ou pomadas ozonizadas.

É indicado para feridas crônicas, úlceras, lesões odontológicas e cicatrização de tecidos, ajudando a desinfetar, reduzir inflamações e acelerar a recuperação

As aplicações de ozônio injetável utilizam uma seringa para administrar a mistura de oxigênio e ozônio diretamente na região a ser tratada.

Pode ser aplicada ao redor da gengiva, no alvéolo dentário após extrações ou em tecidos inflamados, com o objetivo de aliviar dores, reduzir inflamação e estimular a cicatrização, sempre em doses controladas.

Neste procedimento, o sangue da pessoa é retirado, misturado com ozônio e reinfundido no organismo.

Entretanto, no Brasil, esta prática não é autorizada, sendo considerada experimental.

A ozonioterapia retal consiste em aplicar ozônio pelo reto, usando uma sonda conectada a um equipamento controlado, para atuar no corpo de forma geral.

No Brasil, esta prática não é autorizada pela ANVISA, sendo considerada um método experimental e potencialmente arriscado.

A ozonioterapia capilar é a aplicação no couro cabeludo de óleos ozonizados ou pequenas doses de ozônio em forma de gás, com o objetivo de fortalecer os fios, reduzir a queda de cabelo e melhorar a saúde do couro cabeludo.

No entanto, este uso não possui autorização específica da ANVISA, por não possuir estudos clínicos suficientes que comprovem sua eficácia.

Os possíveis efeitos colaterais da ozonioterapia dependem do tipo de aplicação, da dose e da área tratada, e podem incluir:

Dor ou desconforto no local da aplicação;

Reações alérgicas, em pessoas sensíveis a óleos ozonizados ou outros componentes utilizados.

Além disso, quando a ozonioterapia é aplicada na forma de gás, a sua inalação pode causar irritação nos pulmões, edema pulmonar, problemas nos olhos, coração e cérebro.

A ozonioterapia possui poucos efeitos colaterais quando utilizada de forma segura, por profissional de nível superior devidamente qualificado e com equipamento regulamentado pela ANVISA.

A ozonioterapia não deve ser feita em crianças, mulheres grávidas ou em amamentação, em pessoas com infarto agudo do miocárdio, hipertireoidismo não controlado, intoxicação alcoólica ou problemas sanguíneos, especialmente trombocitopenia.

Fonte: RSS

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