

Uma reunião presidida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está marcada para esta quarta-feira, 27, na Casa Branca, com foco na situação em Gaza. A informação foi divulgada pelo pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff.
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O Departamento de Estado dos EUA informou que o secretário de Estado, Marco Rubio, terá agenda com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, também nesta quarta-feira, 27, em Washington. De acordo com a programação oficial, o encontro está previsto para ocorrer às 15h15, no horário local.
Promessas de campanha e desafios no mandato Trump
Durante a campanha eleitoral de 2024, Trump havia prometido buscar uma solução rápida para a guerra em Gaza depois de tomar posse em janeiro. Apesar disso, quase sete meses depois do início de seu mandato, o fim do conflito ainda não foi alcançado.
Nas últimas semanas, imagens de palestinos em situação de fome grave, incluindo crianças, circularam globalmente e aumentaram as críticas à atuação israelense, especialmente diante do agravamento das condições humanitárias em Gaza. Witkoff, questionado durante participação no programa “Special Report with Bret Baier”, da Fox News, se existe um plano para o pós-guerra, respondeu: “Sim, teremos uma grande reunião na Casa Branca amanhã, presidida pelo presidente, e é um plano muito abrangente que elaboraremos no dia seguinte”, afirmou Witkoff. Ele não detalhou quem irá participar ou o teor das discussões.
Indagado sobre eventuais mudanças por parte de Israel para encerrar o conflito e garantir a libertação dos reféns, Witkoff disse: “Acreditamos que vamos resolver isso de uma forma ou de outra, certamente antes do final deste ano”.
Escalada do conflito e consequências humanitárias
O atual conflito na Faixa de Gaza começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque contra Israel, resultando em 1,2 mil mortos e 251 pessoas sequestradas. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios e operações terrestres com o objetivo de resgatar reféns e enfraquecer o grupo Hamas.
Os combates provocaram destruição generalizada no território e obrigaram cerca de 1,9 milhão de pessoas a deixarem suas casas, o equivalente a mais de 80% da população da Faixa de Gaza, segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA).
O Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, informa que pelo menos 62 mil palestinos morreram desde o início da guerra, sendo mais da metade mulheres e crianças. Israel afirma que, desse total, pelo menos 20 mil eram combatentes do Hamas. Parte dos reféns foi libertada em dois acordos de cessar-fogo e outros poucos, por meio de ações militares. Há estimativa de que cerca de 50 reféns ainda estejam em poder do grupo, dos quais aproximadamente 20 estariam vivos.
Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste
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