A seleção brasileira, já convocada por Carlo Ancelotti, vai enfrentar o Chile no dia quatro, no Maracanã, pelas Eliminatórias

Vitória sobre o Chile garantiu o Brasil na final da Copa de 1962

A seleção brasileira, já convocada por Carlo Ancelotti, vai enfrentar o Chile no dia quatro, no Maracanã, pelas Eliminatórias

A seleção brasileira, já convocada por Carlo Ancelotti, vai enfrentar o Chile no dia quatro, no Maracanã, pelas Eliminatórias. Um dos jogos mais emblemáticos entre as duas seleções foi o da semifinal da Copa de 1962, em Santiago.

Mais de 72 mil pessoas lotaram o Estádio Nacional, em Santiago. A maioria tinha a expectativa de ver a seleção anfitriã, comandada por Fernando Riera, de conseguir a vaga na finalíssima. Entretanto, os chilenos tinham pela frente “apenas” a equipe campeã do mundo. Cerca de 500 brasileiros estavam nas arquibancadas.

BRASIL 4 × 2 CHILE – Santiago – 13.06.62

Brasil: Gylmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagallo
Técnico: Aymoré Moreira
Chile: Escuti; Eyzaguirre, Raúl Sánchez, Contreras, Eladio Rojas, Jaime Ramírez, Toro, Landa, Leonel Sánchez, Manuel Rodriguez e Tobar
Técnico: Fernando Riera
Árbitro: Arturo Yamasaki (Peru)
Gols: Garrincha (9 e 31) e Toro (41) no primeiro tempo. Vavá (3 e 33) e Leonel Sánchez (17) na etapa final
Público: 72.896 (recorde de público da Copa)

Até o último instante, a comissão técnica da seleção brasileira fez pressão psicológica e não anunciou que Pelé continuaria ausente. Tudo valia para deixar o adversário temeroso. O fato é que o Rei permanecia sem condições de jogo por causa de uma contusão e o técnico Aymoré Moreira manteve as peças da boa vitória contra a Inglaterra. Preocupação dentro e fora de campo também. O cuidado com a comida dos brasileiros foi redobrado, pois era prudente evitar que algo fosse colocado no alimento servido aos jogadores. Afinal, o Brasil iria enfrentar os donos da casa. A comissão técnica preparou então sanduíches aos atletas. Isso mesmo: foi na base de sanduíches que a seleção entrou em campo naquela quarta-feira à tarde no Estádio Nacional. 

Mesmo sem Pelé, a seleção venceu os donos da casa por 4 a 2 e garantiu vaga na finalíssima. No entanto, apesar do placar definido, um dos últimos lances do duelo entrou para a história daquele mundial. Landa já tinha sido expulso por ato violento contra Zito, enquanto Garrincha, cansado de apanhar dos marcadores, principalmente de Rojas, resolveu devolver a agressão. Mané não foi violento, deu um toque com a ponta das chuteiras no adversário. O bandeirinha uruguaio Esteban Marino viu a cena e dedurou Garrincha ao árbitro peruano Arturo Yamazaki. O juiz, então, resolveu expulsar o ponteiro do Brasil. 

Ao sair do campo, Mané ainda levou uma pedrada da torcida. São inúmeras as fotos dele com a cabeça enfaixada, já nos vestiários. O médico Hilton Gosling tomou um susto ao ver o jogador machucado. Depois do jogo, Didi encontrou Mané e perguntou para ele o que tinha acontecido. “Quando ia saindo mandaram uma porção de pedras em cima de mim. Quis tirar uma de cabeça”, declarou aos risos Garrincha na conversa com Didi. O ponta teria dito ao médico Hilton Gosling: “Eu não tinha nenhuma recordação do Chile. Vou levar esta.”

A presença do ponta brasileiro na final dependeria do julgamento por um tribunal de arbitragem da Fifa. Foi aí que a cartolagem brasileira mexeu os “pauzinhos”. No dia seguinte ao duelo, a Folha de S.Paulo apresentou a seguinte manchete: “Garrincha hoje é réu.” Entretanto, o uruguaio Esteban Marino não apareceu para dar o testemunho dele e Garrincha foi absolvido. 

Ouça agora a íntegra do duelo entre Brasil e Chile na transmissão de Mendes Ribeiro pela Rádio Guaíba. O áudio foi gentilmente cedido pelo pesquisador Ciro Götz. 

Fonte: link original

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Redação

Ricardo Severino, 50, Casado, Jornalista, Radialista, Desenvolvedor Web, Criador de conteúdo - MTB - 95472/SP

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