A pesquisa realizada pela Quaest entre 10 e 13 de setembro entrevistou 2.004 eleitores em todo o país, revelando que 67% dos respondentes afirmam que a crise no Supremo Tribunal Federal, desencadeada pelas novas revelações do escândalo do banco Master, não tem influência sobre a escolha do presidente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento foi encomendado pelos veículos O Globo e Globo, sendo registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026. O contexto da crise remonta ao início do mês, quando o ministro André Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal contendo mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, ex‑dono do Master, a um contato que a polícia atribuiu ao ministro Alexandre de Moraes. Em resposta, Moraes solicitou a investigação de Mendonça por supostas irregularidades, como abuso de poder e favorecimento a grupos políticos, ampliando o debate sobre a atuação do STF nas decisões eleitorais. Os resultados da pesquisa variam conforme a orientação política dos entrevistados. Entre os eleitores de direita não bolsonarista, 40% dizem que a crise reforça a escolha já feita, enquanto 35% dos bolsonaristas mantêm a mesma posição. No segmento lulista, 84% afirmam que a crise não altera o voto e apenas 3% consideram mudar de candidato. Eleitores da esquerda não lulista apresentam 76% de indiferença e 12% que poderiam mudar. Entre os independentes, que representam um terço do total, 66% não veem impacto, 19% reforçam a escolha atual e 9% poderiam mudar. Cada grupo tem margens de erro específicas, variando de três a seis pontos percentuais. Apesar dos números detalhados, a pesquisa não traz respostas das autoridades do STF nem dos ministros citados, que permanecem silenciosos sobre possíveis consequências eleitorais. A ausência de posicionamento oficial deixa em aberto como a crise poderá influenciar o cenário político nas semanas que antecedem a eleição presidencial.
Redação Jornal Voz do Litoral
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