O árbitro da Somália, Omar Abdulkadir Artan, foi selecionado entre os 52 oficiais que atuarão na Copa do Mundo de 2026, organizada por Canadá, México e Estados Unidos. Apesar de possuir visto válido, sua entrada nos Estados Unidos foi barrada pelo governo de Donald Trump, informou nesta segunda‑feira (8) Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, em entrevista à AFP. Não foram divulgados os motivos da expulsão, embora a Somália esteja incluída na lista de países cujos cidadãos enfrentam restrições de viagem impostas pela administração Trump. Artan, de 34 anos, integra a FIFA desde 2018, atua na liga somali e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, sendo considerado um dos árbitros mais respeitados da África. O assessor Abshir destacou que impedir Artan de trabalhar “prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”. A comunidade internacional do futebol ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, deixando em aberto quais serão as consequências para a participação do árbitro no torneio.
Redação Jornal Voz do Litoral
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