O árbitro somali Omar Artan, indicado pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026, viu sua participação interrompida após a negação de visto nos Estados Unidos. De acordo com o jornalista Romain Molina, Artan foi deportado e enviado de volta à Somália, mesmo depois de a embaixada somali oferecer-lhe um passaporte diplomático, que também foi recusado pelas autoridades americanas. A decisão impede que o juiz faça parte do quadro oficial de 52 árbitros, 88 assistentes e 30 árbitros de vídeo selecionados pela FIFA para o torneio que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. Artan foi eleito o melhor árbitro africano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025, após apitar a final da Champions League continental entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. Até o momento, a FIFA não se pronunciou sobre a recusa do visto. O caso levanta dúvidas sobre os critérios de entrada nos países-sede e a efetividade das garantias diplomáticas oferecidas pelos governos de origem dos árbitros.
Redação Jornal Voz do Litoral
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