A pesquisa da Quaest divulgada em 15 de julho de 2026 indica que a aprovação do governo Lula subiu para 48%, ligeiramente acima da desaprovação, que ficou em 47%. No mesmo levantamento, Lula lidera o cenário do primeiro turno com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 28%. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribui a melhora consecutiva desde abril a três iniciativas: o programa Desenrola 2.0, a discussão sobre o fim da escala de jornada 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Historicamente, a aprovação do governo havia caído a 32% em dezembro de 2024, com 53% de desaprovação, mostrando uma diferença de dez pontos. Em abril, a diferença ainda era de nove pontos, 52% contra 43%, mas a tendência tem sido de recuperação. Entre os eleitores independentes – que representam 33% do eleitorado – a desaprovação caiu de 58% para 45%, enquanto a aprovação subiu de 32% para 45%, indicando mudança de percepção. Sobre o programa Desenrola, 66% dos entrevistados afirmam conhecer a iniciativa, um aumento de 9 pontos desde maio, e 55% consideram a medida boa, com 35% relatando aumento significativo de renda. A proposta de fim da jornada 6×1 conta com 69% de apoio, e 50% esperam trabalhar menos horas, inclusive entre eleitores de direita. A isenção do IR, vigente desde o início do ano, tem sido percebida por um número crescente de contribuintes. Apesar dos números positivos, a pesquisa não detalha os impactos econômicos concretos das políticas, nem apresenta prazos de implementação ou avaliações de resultados. A ausência de dados específicos deixa dúvidas sobre a efetividade das medidas anunciadas, sobretudo em relação à redução de dívidas e ao aumento de renda declarada. A continuidade da melhoria na aprovação dependerá da capacidade do governo em demonstrar resultados mensuráveis e responder às exigências dos eleitores independentes que ainda representam um bloco decisivo nas próximas eleições.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


