Pesquisa Quaest indica Lula lidera com 40%

A pesquisa de opinião pública divulgada nesta quarta‑feira (15) mostrou que o presidente Lula (PT) lidera o primeiro turno da eleição presidencial com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28%. A sondagem, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número BR‑07181/2026. Os indecisos somam 11% e 8% dos entrevistados afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não irão ao pleito. Em comparação, a mesma pesquisa realizada em junho apontava Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 29%, indicando uma leve alta para o candidato de esquerda e queda para o de direita. A mudança ocorre no contexto de duas ocorrências recentes que a própria Quaest destacou: a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), aliado de Lula, no âmbito do caso Master, e o vídeo divulgado pela ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro, no qual ela relata desavenças com Flávio Bolsonaro. Embora esses fatos tenham sido incluídos como variáveis de impacto, a pesquisa não traz respostas oficiais de nenhum dos envolvidos. Além dos líderes principais, a sondagem incluiu candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%, entre outros com percentuais inferiores a 2%. Também foram avaliados o conhecimento, potencial de voto e rejeição de cada pré‑candidato, revelando que 65% dos entrevistados consideram sua escolha definitiva, enquanto 35% ainda podem mudar de ideia até a eleição. Os cenários de segundo turno apresentados mostram Lula contra Flávio Bolsonaro (45% x 37%), Lula contra Romeu Zema (45% x 35%) e outras combinações, mas a pesquisa não esclarece quais estratégias os candidatos pretendem adotar diante desses números. Falta ainda a explicação de como a operação contra Wagner e o vídeo de Michelle Bolsonaro podem influenciar a decisão dos eleitores, já que autoridades e campanhas não se pronunciaram oficialmente. O que ainda não foi respondido é se os candidatos vão ajustar suas campanhas diante das variações de apoio e dos eventos recentes que podem mudar a dinâmica eleitoral.

Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação

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