Na terça‑feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou de forma vaga a possibilidade de uma campanha terrestre enquanto o conflito com o Irã se intensifica, mas não ofereceu detalhes sobre sua execução. Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que não deseja conduzir tal operação, mas reconheceu que “às vezes é preciso uma campanha terrestre” e que outras forças poderiam realizá‑la por ele, sem identificar quem seriam essas forças. Analistas apontam que, caso uma operação terrestre fosse planejada, os alvos potenciais incluiriam a Ilha Kharg – principal terminal de exportação de petróleo do Irã – ou a costa sul iraniana ao longo do Golfo Pérsico. Eles ressaltam que desembarcar em território iraniano exigiria condições específicas de terra e mar, além de superar rotas possivelmente minadas ou bloqueadas por obstáculos. O uso de drones, munições de longo alcance, artilharia tradicional, morteiros e armas leves de infantaria seria necessário para enfrentar defensores que poderiam concentrar seus esforços nos pontos de desembarque mais prováveis. O capitão do Exército dos EUA Daniel S. Hogestyn escreveu na edição de maio‑junho da revista Military Review que “o equilíbrio da guerra litorânea mudou fortemente a favor do defensor”. Imagens divulgadas pela imprensa do Departamento de Defesa mostram que a 11ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais (MEU), normalmente composta por mais de 2 mil militares, está presente na região a bordo dos navios do Grupo Anfíbio de Prontidão do USS Boxer. As MEUs são empregadas em missões de evacuação e operações anfíbias que exigem deslocamentos entre navios e terra, incluindo incursões e ataques, e contam com componentes de combate terrestre e aéreo, além de treinamento para operações especiais. O texto também menciona a 82ª Divisão Aerotransport, embora não detalhe seu papel específico. Até o momento, nenhuma autoridade identificou quem conduziria uma eventual campanha terrestre nem divulgou planos logísticos concretos. A ausência de informações sobre prazos, recursos e responsabilidades deixa em aberto a real intenção dos Estados Unidos em relação a uma escalada terrestre no conflito com o Irã, reforçando a necessidade de acompanhamento das próximas declarações oficiais.
Redação Jornal Voz do Litoral
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