No sábado, 18, ataques com drones ucranianos causaram a morte de sete pessoas que trabalhavam no turno da noite em um armazém ao sul de Moscou, segundo informações de autoridades regionais. O governador Evgeniy Pervyshov relatou que 25 pessoas ficaram feridas e que 28 drones foram abatidos durante a aproximação, impedindo que o número de vítimas civis fosse ainda maior. O alvo foi um armazém da maior varejista online da Rússia, localizado na cidade de Kotovsk, na região de Tambov, a cerca de 475 quilômetros a sudeste da capital. O ataque também provocou um incêndio em um depósito de petróleo na zona metropolitana de Moscou. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, em comunicado via Telegram, afirmou que as instalações logísticas atingidas eram usadas pela Rússia para fornecer componentes sancionados destinados à produção de drones e equipamentos de navegação. Ele acrescentou que os ataques de médio alcance da Ucrânia atingiram alvos no Mar de Azov e no Mar Negro, ampliando o alcance das operações militares. Na mesma madrugada, a Rússia lançou um ataque contra a infraestrutura portuária de Odessa, na Ucrânia, atingindo uma embarcação com bandeira de Antígua e Barbuda e resultando na morte de uma pessoa, conforme relatado pelo governador regional de Odessa, Oleh Kiper, que também informou três feridos e danos a edifícios, tanques de armazenamento e armazéns. Apesar da gravidade dos incidentes, as autoridades russas ainda não divulgaram uma investigação oficial sobre o ataque ao armazém de Kotovsk, nem forneceram detalhes sobre as medidas de segurança adotadas após o ocorrido. As empresas afetadas não emitiram declarações públicas esclarecendo os danos materiais ou as providências adotadas. A ausência de respostas oficiais deixa a população e a comunidade internacional sem clareza sobre a responsabilidade e as possíveis violações do direito internacional. A falta de informações concretas sobre as investigações e as respostas das partes envolvidas mantém a incerteza sobre quem será responsabilizado pelos mortos e feridos. Enquanto isso, a escalada de ataques aéreos e a retaliação russa continuam a gerar dúvidas sobre a evolução do conflito e seus impactos civis. Quem responderá por essas mortes e pelos danos colaterais? A apuração completa segue em desenvolvimento.
Redação Jornal Voz do Litoral
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