Na manhã de 18 de julho de 2026, a Polícia Federal, a Auditoria‑Fiscal do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho (MPT) realizaram uma operação conjunta que resultou no resgate de 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão. A ação ocorreu em uma fazenda na zona rural de Santa Filomena, no sul do Piauí, próximo à divisa com o Maranhão. Segundo os auditores, a maioria dos trabalhadores era oriunda de municípios maranhenses, recrutados em suas cidades de origem e levados à propriedade, o que indica indícios de tráfico de pessoas para exploração laboral. Durante a inspeção, foram constatadas graves irregularidades nas condições de trabalho e de sobrevivência: a água destinada ao consumo era armazenada em um bebedouro contaminado, contendo rãs, um animal morto e material com aparência de fezes. Diante do cenário, os trabalhadores foram imediatamente retirados das atividades. Os proprietários da fazenda foram notificados a pagar as verbas rescisórias, demais direitos trabalhistas, além de arcar com hospedagem, alimentação e o retorno dos resgatados aos seus municípios de origem. A Polícia Federal informou que será instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias do recrutamento e do deslocamento dos trabalhadores. Os investigados poderão responder pelo crime de redução à condição análoga à de escravo e, conforme avançarem as investigações, também por tráfico de pessoas para fins de exploração laboral. Até o momento, não foram divulgados prazos para o pagamento das verbas ou as medidas punitivas que serão aplicadas, deixando a comunidade e as famílias dos trabalhadores sem respostas claras sobre a responsabilização dos envolvidos.
Redação Jornal Voz do Litoral
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