Na manhã de sábado (18), a defesa de Deolane Bezerra confirmou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou o pedido de habeas corpus impetrado em favor da influenciadora. O pedido visava garantir, com base na Lei nº 8.906/1994 – Estatuto da Advocacia e da OAB – a permanência de Deolane em Sala de Estado‑Maior ou em instalações compatíveis, condição que a defesa alegava ser violada pela cela onde está detida. A decisão foi divulgada pela defesa, representada por Aury Lopes, que ressaltou que a medida buscava assegurar a prerrogativa legal da advogada, mas não recebeu acolhimento do tribunal. O caso de Deolane Bezerra está inserido em um contexto mais amplo de investigações da Operação Vérnix, que apontou ligações da influenciadora com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a suposta participação em esquemas de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, recursos ilícitos teriam sido ocultados por meio de depósitos fracionados vinculados a uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau. O processo tramita sob segredo de justiça, e o tribunal não divulgou detalhes adicionais da decisão. A defesa, ao publicar nota oficial, aceitou a decisão do TJSP, mas manifestou desacordo, afirmando que a cela em que Deolane se encontra não corresponde ao previsto na legislação. A nota ainda destacou que, ao final do processo, todos os fatos deverão ser esclarecidos. Como consequência direta, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 27 milhões nas contas da influenciadora e o sequestro de veículos de luxo registrados em seu nome. A recusa do habeas corpus deixa em aberto questões sobre a adequação da prisão preventiva e a localização da detenção, além da falta de transparência quanto ao cumprimento da decisão judicial. Quem responderá pelos critérios adotados e quais os próximos passos do processo permanecem sem esclarecimento.
Redação Jornal Voz do Litoral
Imagens: Divulgação


