Na madrugada de domingo (19), uma embarcação de bandeira da Guiné‑Bissau foi atingida por um ataque russo nas proximidades do porto de Odesa, no sul da Ucrânia, elevando o número de mortos para dez, conforme informou a autoridade portuária marítima ucraniana. O navio transportava milho e contava com tripulação composta por cidadãos da Índia e da Síria; oito tripulantes foram resgatados pelas forças ucranianas, enquanto o restante foi declarado desaparecido. O Ministério da Defesa da Rússia alegou que suas forças atingiram reservatórios de combustível no porto de Odesa durante a mesma noite, informação divulgada pela agência Interfax. Além do ataque ao navio, autoridades russas relataram que a região de Moscou foi alvo de cerca de 400 drones ucranianos, que feriram duas pessoas e provocaram incêndios em edifícios de Podolsk, Domodedovo e Odintsovo. O governador de Moscou, Andrei Vorobyov, afirmou que as defesas antiaéreas e os sistemas de guerra eletrônica repeliram o ataque, enquanto o Ministério da Defesa russo declarou ter derrubado 381 drones sobre território russo, o Mar Negro e o Mar de Azov. As duas frentes de combate evidenciam a escalada da guerra, mas ainda não há esclarecimentos oficiais sobre as responsabilidades pelos civis mortos no ataque ao navio nem sobre as consequências dos drones sobre a infraestrutura civil de Moscou. A falta de respostas deixa dúvidas sobre a proteção de embarcações comerciais em zonas de conflito e sobre a eficácia das defesas aéreas russas diante de ataques de drones. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha o aumento da violência, sem saber quais medidas serão adotadas para reduzir novos incidentes.
Redação Jornal Voz do Litoral
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